11 maio 2022 - 10h18

Acompanhado da mãe, Renato Freitas diz que Câmara perdeu o decoro

Depois da decisão do Conselho de Ética de levar o processo de cassação ao plenário, Freitas falou a um grupo de apoiadores

Após o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores de Curitiba aprovar o prosseguimento do processo de cassação do mandato de Renato Freitas (PT), pelo caso da Igreja do Rosário, o petista falou que quem perdeu o decoro foi a própria Câmara.

Acompanhado da mãe, dona Raimunda Ferreira, e de assessores, Renato Freitas falou aos apoiadores que acompanharam a sessão do lado de fora da Câmara. O grupo chegou às 10 horas e só saiu após a fala do vereador.

“A Câmara Municipal de Curitiba que já conviveu com rachadinha, com peculato, com desvio de verba pública, com funcionários fantasmas, com acusações de racismo, de assédio sexual (…) Essa mesma Câmara de Curitiba, em sua história foi perdendo o decoro, foi perdendo a vergonha, no decorrer de sua história (…)Hoje, em 2022, a Câmara, já sem nenhum decoro, não possui referência do que é e do que não é decoro e por não terem nenhuma referência eles se espantam conosco, porque nós somos exatamente o oposto do que eles são”, disse.

Renato mencionou ainda que é uma pessoa feliz e realizada porque encontrou um lugar em que poderia falar a verdade. “Utilizamos a verdade como instrumento de luta em prol dos oprimidos. Também não é tão fácil, porque há muitas verdades. A verdade também precisa ser dita no lugar certo, com o microfone na mão para milhares de pessoas ouvirem. E a gente conquistou o lugar para se falar a verdade, dentro da casa do povo, para que a cidade toda ouvisse e soubesse das mentiras que ali ocorrem.”

Apoiadores de Renato Freitas passaram quase dez horas em frente à Câmara Municipal | Foto: Aline Reis/Plural.

Autor comemora

Os pedidos de cassação de Renato Freitas ocorreram depois que ele entrou na Igreja do Rosário, no Largo da Ordem, durante um protesto antirracista em 5 de fevereiro. Os acusadores alegaram que houve quebra de decoro e abuso de prerrogativa.

Um dos autores do pedido de cassação foi o vereador Eder Borges (PSD). “Além de eu ter sido o primeiro a protocolar o pedido de cassação no momento em que recebi as imagens, imediatamente as divulguei. Essa indignação foi comum à sociedade curitibana e brasileira. O povo pediu para que uma providência séria, enérgica e exemplar fosse tomada”, destacou.

Votaram pelo prosseguimento do processo o relator Sidnei Toaldo (Patriota), Indiara Barbosa (NOVO), Noêmia Rocha (MDB), Denian Couto (Podemos) e Toninho da Farmácia (União Brasil).

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