O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta quinta-feira (8) o julgamento do recurso contrário à candidatura do ex-procurador Deltan Dallagnol ao Senado. A nova data ainda será definida. Dallagnol ficou em segundo na eleição para o Senado no último domingo (4), mas ainda poderá ter decretada sua inelegibilidade – o que levaria à anulação dos 2.904.594 votos recebidos por ele.
Deltan concorreu no domingo com base em uma decisão do ministro do TSE, Kassio Nunes Marques, tomada no dia da eleição. Na véspera, o relator do recurso, ministro Floriano de Azevedo Marques, decidiu que todos os votos em Dallagnol seriam anulados. A decisão foi revogada por Nunes Marques.
O ex-procurador teve o mandato de deputado federal cassado em 2023 com base na Lei da Ficha Limpa, por ter pedido exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, quando respondia a 15 Processos Administrativos Disciplinares (PADs).

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) aceitou o registro da candidatura no dia 9 de setembro, por 4 votos a 3. A coligação Paraná Para Todos, que apoiou a candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo, recorreu ao TSE. No dia 19, Floriano de Azevedo Marques suspendeu os atos de campanha e o repasse de recursos para Deltan. A liminar foi mantida no dia 20 pelo pleno do TSE, por 5 votos a 2.
Se os votos dados a Dallagnol forem considerados nulos, os eleitores do Paraná poderão ser obrigados a voltar às urnas para a definição do segundo nome do estado no Senado.
Garotinho barrado
Na sessão desta quinta-feira, o TSE declarou nulos os 274.411 votos dados ao ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos), que tentava voltar ao cargo. Cinco ministros seguiram o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques. Ele destacou que Garotinho possui condenações por improbidade e está com os direitos políticos suspensos.
Com a decisão, Douglas Ruas (PL) deverá ser declarado eleito no primeiro turno como novo governador do Rio. Ele obteve 49,27% dos votos válidos e disputaria o segundo turno com Eduardo Paes (PSD), que ficou com 42,76%. Com os votos de Garotinho anulados, Ruas termina a eleição 50,8% dos votos válidos – o suficiente para ser eleito no primeiro turno.
