O Paraná elegeu neste domingo dois candidatos da extrema-direita para o Senado: Deltan Dallagnol, do Novo, e Felipe Barros, do PL, foram escolhidos pelos eleitores para representar o estado a partir do ano que vem. Eles assumem as vagas que hoje são de Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (Podemos).
Os dois candidatos fazem parte de Sergio Moro (PL). Até o momento em que esta matéria está sendo publicada, Filipe Barros está com pouco mais de 2,8 milhões de votos; Deltan aparece com 2,6 milhões, em segundo lugar. O candidato que mais se aproximou dos dois foi Alexandre Curi (Republicanos), com os dois candidatos do PT, Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, vindo a seguir.
Tanto Deltan quanto Filipe prometem uma atuação ideológica forte no Senado, tendo entre suas principais bandeiras o impeachment de Alexandre de Moraes.
Eleição sub judice
A candidatura de Deltan Dallagnol ainda está sendo analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2022, o ex-procurador tece seu registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral por ter burlado a Lei da Ficha Limpa. Nas últimas 24 horas antes da eleição deste ano, o candidato chegou a ter seus votos declarados nulos pelo TSE, mas em seguida o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reverteu a situação, autorizando a candidatura.
Caso Deltan tenha seu registro cassado pelo TSE, o cargo poderá ficar com Alexandre Curi ou poderá haver uma eleição suplementar no ano que vem, dependendo da situação jurídica.
MBL e Vorcaro
Filipe Barros, candidato mais votado para o Senado no estado, foi formado pelo Movimento Brasil Livre. Eleito inicialmente para a Câmara de Londrina, está atualmente no segundo mandato de deputado federal. É muito próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Recentemente, Filipe foi acusado de favorecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por meio da "emenda Master", que ampliaria o Fundo Garantidor de Crédito, permitindo assim que uma fatia maior das dívidas do banco, que causou um rombo bilionário com suas fraudes. Barros nega qualquer favorecimento a Vorcaro.