Isolamento social em Curitiba continua baixo | Jornal Plural
30 ago 2020 - 17h33

Isolamento social em Curitiba continua baixo

Com ‘bandeira amarela’, praças e bares ficaram lotados no fim de semana

Na segunda semana de ‘bandeira amarela’ em Curitiba, na qual as autoridades consideram risco baixo para contaminação por Covid-19, a Capital paranaense continua com o índice de isolamento social baixo, na casa dos 37%. Com a massa de ar quente que atingiu a Região Metropolitana neste fim de semana – com termômetros marcando 28ºC – parques, praças e bares ficaram lotados, com muitas pessoas sem máscara e desrespeitando o distanciamento social.

Os dados do isolamento social em Curitiba são da In Loco, empresa de tecnologia especializada em localização. Eles são baseados na movimentação de dispositivos móveis, como celulares. No Paraná, o índice, na última semana de agosto, chegou em 35% na sexta-feira (28).

“Parece que estão invadindo a sua casa, além do barulho e do lixo, agora esse sentimento piorou porque estamos nos esforçando pra cumprir o isolamento, confinados em casa há seis meses, e vemos essa juventude que não liga pra nada. Não fazem a parte deles e colocam os outros em risco”, disse um morador da rua Itupava, no Alto da XV, que preferiu não se identificar.

Eles também reclamam da falta de fiscalização. “Há omissão do poder público de uma forma criminosa. Eles veem, passam, sabem que a coisa vem acontecendo e não aplicam a lei.”

Os vizinhos da região afirmam ter feito várias denúncias pelo 156, da Prefeitura. “O policial disse que mandariam uma viatura mas, que devido ao número de pessoas, nada poderiam fazer. Que o correto é ir durante a semana na delegacia e abrir um boletim”, contou outra moradora.

A ‘bandeira amarela’ foi decretada pela Prefeitura de Curitiba em 17 de agosto, com a reabertura de parques, bares, feiras e a extensão do horário do comércio, como os shoppings. A justificativa para o afrouxamento das regras de combate ao coronavírus é, segundo o Executivo, a redução de óbitos e casos ativos da doença na semana anterior ao decreto.

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