Curitiba abriu 49 novos leitos, mas opera com déficit de mais de 150 vagas de internação | Jornal Plural
4 mar 2021 - 20h40

Curitiba abriu 49 novos leitos, mas opera com déficit de mais de 150 vagas de internação

Ocupação real de leitos Covid-19 é de 116% e já está acima de 100% desde 24 de fevereiro

A estrutura de atendimento de saúde pública de Curitiba opera com déficit de 150 vagas. É o que apontam os dados da Secretaria de Estado da Saúde de pessoas internadas e que estão na fila por leitos na capital.

A capital conseguiu abrir mais 49 leitos de UTI e clínicos mesmo depois de ter atingido a capacidade máxima. Apesar disso, a demanda por vagas de atendimento permanece 16 pontos percentuais acima da capacidade.

Para chegar a essa conclusão o Plural compilou os dados de internação de todos os hospitais com leitos exclusivos para Covid-19 e de pacientes com suspeita ou confirmação da doença internados em leitos comuns desde o início de fevereiro. Somado a isso há ainda a fila de pacientes aguardando leito para internação.

Nesta última quinta-feira, dia 4 de março, a cidade tinha 95% de ocupação dos leitos de UTI exclusivos Covid-19 e 85% nas enfermarias. Mas esses dados se referem a apenas 827 pacientes internados em leitos exclusivos. O total de pacientes Covid que precisam de internação (ou já estão internados) é maior, chega a 1089, o que inclui pessoas internadas em leitos comuns e os que estão na fila aguardando.16% maior, portanto, que as 937 vagas disponíveis.

Curitiba chegou ao limite no dia 24

Apesar de oficialmente está com 95% de ocupação de leitos, Curitiba já atingiu seu limite de leitos há 9 dias (desde 24 de fevereiro). Neste dia a cidade tinha demanda por 854 leitos, mas só 849 leitos ativos (ocupação real de 100,59%).

O Plural havia previsto que neste dia 4 a cidade esgotaria as 389 vagas de UTI Covid. De fato, chegamos a 389 internações, mas a prefeitura conseguiu ativar 19 novos leitos, seis no Hospital Victor Ferreira do Amaral, oito no Hospital do Trabalhador e cinco na UPA Tatuquara.

O que mais pressiona o sistema de saúde hoje é a fila de pacientes aguardando leitos, que cresceu 272% desde 20 de fevereiro. Muito mais que os 35% do aumento no número de pessoas internadas em UTIs e enfermarias Covid. No mesmo período o número de leitos disponíveis aumentou apenas 12%.

É improvável que a Secretaria Municipal de Saúde consiga abrir mais leitos. Já na semana passada o órgão havia informado não ter mais condições de atender novas unidades pela falta de profissionais de saúde para trabalhar em novos leitos.

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