Gaeco prende diretor-geral da Assembleia por licitação irregular no Detran | Plural
20 nov 2019 - 10h23

Gaeco prende diretor-geral da Assembleia por licitação irregular no Detran

Investigação é relativa ao Detran: Panizzi foi diretor do órgão no governo de Cida Borghetti (PP) em 2018.

O Gaeco prendeu na manhã desta quarta-feira (20) o diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Marcello Alvarenga Panizzi. Há outros quatro mandados de prisão sendo cumpridos nesta manhã. Ainda nesta manhã, segundo a Assembleia, Panizzi se exonerou da direção-geral (leia nota abaixo).

Embora as prisões estejam ocorrendo no Legislativo, a razão é uma investigação relativa ao Detran: Panizzi foi diretor do órgão no governo de Cida Borghetti (PP) em 2018. A Operação Taxa Alta investiga sua atuação no período.

Durante sua passagem pelo Detran, Panizzi comandou uma licitação que já lhe rendeu uma multa do Tribunal de Contas do Estado. O Detran, já na gestão de Ratinho Jr. (PSD) admitiu a irregularidade no processo e anunciou que refaria o procedimento.

A licitação escolheu as empresas que podem fazer o gravame, o registro de contratos de financiamento de veículos no estado. De acordo com o órgão, a disputa “transcorreu de forma dissonante dos procedimentos usualmente adotados”.

O processo garantiu que a primeira empresa credenciada conquistasse quase a totalidade do mercado, aplicando a taxa máxima aos proprietários de veículos: R$ 350. Em São Paulo, a mesma tarifa custa R$ 116.

O valor elevado cobrado no Paraná foi alvo de críticas de consumidores e revendedores, que chegaram a ficar dez dias sem realizar o registro em outubro do ano passado.

Infosolo

A Infosolo, empresa beneficiada pela licitação, emitiu nota nesta quarta após as prisões. Leia a íntegra:

“A Infosolo sempre pautou sua atuação pela transparência e rígidos princípios de ética e correção. Sua posição de liderança no setor de registro de contratos advém, acima de tudo, da forma séria e comprometida com que sempre norteou suas iniciativas.

A empresa jamais desrespeitou qualquer norma relativa aos procedimentos públicos dos quais participa e tem plena convicção de que esclarecerá os fatos junto ao Poder Judiciário. Todos os esclarecimentos, bem como a disponibilização de informações e documentos ao Ministério Público foi feita com absoluta tranquilidade, diante da plena convicção de que nenhum ato ilegal tenha sido realizado no processo de credenciamento junto ao Detran-PR.

A Infosolo ressalta que, em razão de o processo tramitar em segredo de justiça, ainda não teve acesso aos autos. Mas reafirma sua confiança no Poder Judiciário e nas instituições”.

Assembleia

A Assembleia Legislativa também se manifestou por meio de nota:

A Assembleia Legislativa do Paraná informa que o diretor-geral da Casa pediu exoneração do seu cargo, até a apuração dos fatos pretéritos, alheios a atual função que atualmente desempenhava no legislativo.

Reitera-se que as investigações em curso pelo Gaeco não têm relação alguma com a Assembleia Legislativa.

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