Banda ímã lança seu primeiro disco; ouça | Jornal Plural
21 abr 2020 - 22h20

Banda ímã lança seu primeiro disco; ouça

Álbum independente “ímã de Nove Pontas” já está disponível nas grandes plataformas musicais

“É tempo de dançar pra frente”, anuncia a banda curitibana ímã, que acaba de lançar seu primeiro disco: ‘ímã de Nove Pontas’. São nove faixas que propõem uma poética capaz de agrupar-se às memórias do ouvinte semanas a fio – e de fazê-lo sentir e dançar, coisa boa em tempos de quarentena. “A música revolucionária comove os corpos”, define Luciano Faccini, um dos líderes do grupo.

O álbum recebe a bênção de artistas consagradas como a cantora Roseane Santos, que faz participação especial nas canções Incendeia e Memória do Chão, além de somar sua voz aos coros. “É um bálsamo. É pra sentar, ouvir, ouvir de novo, levantar, dançar… É pra ouvir fazendo qualquer tarefa em casa, pra pensar, pra produzir, pra ficar no ócio. É pra ouvir. Da primeira à última música, ele é todo maravilhoso”, elogia.

Cacau de Sá (Mulamba), Matê Magnabosco, Marcio Mattana e a argentina Soema Montenegro também participam do disco. Ouça nas grandes plataformas musicais, como Deezer e Spotify.

Campo magnético

Em meados de 2017, Luciano teve a ideia de atrair um grupo de multiartistas para o campo magnético do projeto que vinha intuindo – e que mais tarde passou a se chamar ímã. Ele convidou musicistas com quem já vinha fazendo todo o tipo de arte: além de música, teatro, dança, performance, artes visuais e poesia. 

As composições eleitas para o repertório são majoritariamente de sua autoria, mas colaborativas, como tudo o que envolve a banda. “A minha obra principal é criar mil esboços. A ímã é essa coletividade que melhor organiza, traduz e ressignifica o que eu crio”, garante o compositor. Como resultado, nasceram textos lapidados a muitas mãos que, segundo ele, criam imagens fortes e direcionam sentidos, mas não têm significado fechado – o que abre espaço para que o público também colabore com imaginação.

Os arranjos começaram a ganhar mais forma em 2018, quando os músicos fizeram um retiro de Páscoa em Mandirituba. “Tocamos de 10 a 12 horas por dia, numa convivência ininterrupta”, relembra Luciano. Assim surgiram os “compassos assimétricos e sobreposições de ritmos” que formam a identidade singular da ímã, a banda que transcende gêneros musicais fixos. 

Imersão no Espaço Beira Mato. Foto: Tárcilo Pereira

Outro aspecto que marca essa sonoridade é, sem dúvida, o número de integrantes: são nove. “Sinto que tocar com tanta gente é, antes de tudo, lidar com muitas sensibilidades e maneiras de agir e reagir diferentes”, descreve o percussionista Daniel D’Alessandro. 

Tantos afetos reunidos tornaram a ímã viável. “Como a maior parte dos projetos artísticos independentes, o dinheiro para fazer esse projeto acontecer é muito pouco e vem da nossa colaboração”, conta o produtor musical, baixista e tecladista Leonardo Gumiero. “Costumamos dizer que, nos dias de hoje, ter um projeto como a ímã é desafiar a realidade. Coletividade, democracia, pluralidade no discurso são coisas que precisam ser exercidas ainda mais em tempos difíceis.”

Distanciamento social, convergência de afetos

Após quase três anos de trabalho, o disco ‘ímã de Nove Pontas‘ nasce num contexto de distanciamento social, mas inspira uma convergência no campo dos afetos, com tanta gente envolvida na produção. Agora, o desafio é fazer essa mensagem chegar ao público.

“Estamos muito felizes com a recepção do som. Recebemos muitos retornos carinhosos de amigos e parceiros. Muitas pessoas encontram nesse trabalho uma ressonância dos tempos que vivemos e pra nós é maravilhoso fazer parte dessa movimentação”, declara a baterista e vocalista Yasmine Matusita.

O trabalho de divulgação tem sido totalmente orgânico. “É um misto de emoções! São tempos complicados e não imaginávamos lançar um álbum tendo que manter a distância dessa forma. Mesmo assim, nossa energia está em divulgar cada vez mais esse trabalho”, finaliza Yasmine.

A ímã é:

Dayane Battisti: violoncelo, violão, cavaquinho e voz
Francisco Okabe: violão de 7 cordas, cavaquinho, flauta e voz
Luciano Faccini: clarineta, violão, guitarra e voz
Lorenzo Molossi: bateria, guitarra e voz
Leonardo Gumiero: baixo, sintetizador e voz
Má Ribeiro: percussões e voz
Guilherme Nunes: guitarra
Daniel D’Alessandro: bateria e percussões
Yasmine Matusita: bateria e voz

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