14 jan 2022 - 10h05

Para os restaurantes NFT é só questão de tempo: o que é e como vai funcionar o primeiro do mundo

Em 2023, Nova York vai ganhar o Flyfish Club, restaurante acessível só para sócios detentores de token não fungível

Para os restaurantes NFT é só questão de tempo, escreve esta semana a New York Magazine, numa matéria que apresenta o que promete ser o primeiro restaurante Non-Fungible Token do mundo. Afinal, os tokens não fungíveis já estão em todo lugar. Como o assunto é novidade por muita gente, vamos por partes.

Recentemente, o fundador do Twitter Jack Dorsey vendeu um NFT de seu primeiro tuíte por quase 3 milhões de dólares; o artista Beeple leiloou uma obra de arte NFT por 69 milhões de dólares e o whistleblower Edward Snowden uma foto dele por 5,4 milhões de dólares. Melania Trump, NBA e Associated Press também entraram na onda dos NFTs, só para citar os casos mais famosos.

Já a inauguração do primeiro restaurante NFT está prevista para o primeiro semestre de 2023, quando o Flyfish Club deve abrir as portas em Nova York. A casa será acessível apenas para detentores de NFT. Ainda não entendeu? Não se preocupe, um passo de cada vez.

NFT significa Non-Fungible Token e, embora estejamos falando de restaurantes, isso não tem nada a ver com cogumelos. Um token não-fungível é um item digital criptografado que representa algo único, individual e que não pode ser substituído.

Ao contrário, o dinheiro, por exemplo, é um item fungível. Uma nota de R$ 10 é equivalente a outra nota de R$ 10. Simplificando, o NFT é algo digital que não pode ser copiado.

Um NFT pode conter tudo que é digital: uma imagem, um GIF, uma música ou um meme. A unicidade do item é garantida pela tecnologia blockchain, que está na base das criptomoedas. Por isso, os NFTs são comprados e vendidos por meio de moedas digital criptografadas.

Voltando à gastronomia e a Nova York. O Flyfish Club será um restaurante só para sócios detentores de NFT. Diferentemente de um tradicional restaurante só para sócios, os membros do Flyfish poderão vender ou emprestar seu NFT, ou seja, sua filiação ao clube.

Ainda é cedo para dizer se o sistema funcionará, mas deter o NFT do Flyfish Club pode, em teoria, se tornar um investimento. Muito vai depender se haverá pessoas interessadas em se tornarem sócios temporários do clube.

O empresário Gary Vaynerchuk, sócio do VCR Group, empresa que está realizando o investimento, ainda não revelou o endereço do restaurante, mas disse que terá 10 mil metros quadrados num “lugar icônico” da Grande Maçã. O que sabemos até o momento é que a casa terá um bar de coquetéis, uma cozinha à base de peixes e frutos e um salão exclusivo com 14 lugares onde será servido omakase, menu confiança japonês preparado por um sushiman com peixe fresco importado do Japão.

Apresentação do Flyfish Club (em inglês)

A conta será paga em dinheiro tradicional, mas a filiação em criptomoeda. Quanto custa se tornar sócio? Na semana passada quando o clube colocou à venda 1.151 tokens, a joia básica custava 2,5 ETH (Ethereum), ou seja, 7.900 dólares, ou quase R$ 44 mil. Já a filiação que dá acesso ao salão omakase foi vendida naquele dia a 4,5 ETH, ou 13.485 dólares (quase R$ 75 mil).

Mas os valores não são fixos e, como são atrelados à criptomoeda, oscilam loucamente. No momento, a joia está à venda no mercado secundário e, na manhã desta sexta-feira (14), é cotada a 4,1 ETH, ou R$ 73 mil. Difícil prever quanto custará daqui a uma semana. Talvez um valor exorbitante ou, quiçá, será uma pechincha.

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