14 jan 2022 - 9h00

Em um mês, procura por testes rápidos de Covid cresceu quase 7 vezes no Paraná 

Governo estadual solicitou mais 1 milhão de testes de antígeno ao Ministério da Saúde

Um surto de casos de Covid-19 impulsionado pela disseminação da nova variante Ômicron no Paraná aumentou a procura por testes rápidos nas redes públicas e privadas de saúde do estado. Segundo dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em um mês, o número de testes de antígeno realizados aumentou em quase sete vezes. Por conta da alta demanda, o Governo do Paraná anunciou em coletiva na quarta-feira (12) que já solicitou o envio de mais 1 milhão de exames ao Ministério da Saúde. 

Como indicam os dados da Sesa, na semana do dia 6 a 12 de dezembro de 2021, foram realizados 10.615 exames no estado. Um mês depois, de 6 a 12 de janeiro de 2022, o número de testes subiu para 71.630. O volume de testagem serve também como uma representação da evolução da pandemia no Paraná. De acordo com a pasta, em dezembro foram registrados 9.165 casos de pessoas infectadas com o Sars-COV-2. Só nos 11 primeiros dias de janeiro deste ano, já são 40.164 casos. 

Na quinta-feira (13), o Ministério da Saúde divulgou que deve enviar 786.511 testes rápidos de antígenos para o Paraná nos próximos dias. A remessa ainda não tem data confirmada para envio. Na semana passada, outros 464 mil exames foram encaminhados para as 22 regionais de saúde do estado.

Testes RT-PCR

Foto: AEN

Desde o início da pandemia, foram realizados cerca de 4,4 milhões de exames RT-PCR, considerados “padrão ouro” para o diagnóstico da Covid, dentro dos laboratórios do Paraná. 

Atualmente, o Laboratório Central do Estado (Lacen) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), responsáveis pela análise dos exames na rede pública, têm capacidade para processar 74.200 testes por semana, o que corresponde a uma média de 10.600 testes diários. 

Em novembro do ano passado, a Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, implantada pelo IBMP no início da pandemia, alcançou a marca de 3 milhões de testes RT-PCR realizados. Ao longo do tempo, a capacidade de processamento do laboratório passou de 1 mil exames diários para 5 mil testes/dia. Em janeiro de 2021, eram 12 mil testes analisados diariamente.

Curitiba 

A busca por testes rápidos e do tipo RT-PCR também cresceu em Curitiba. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até o dia 12 de janeiro foram feitos 29.633 exames RT-PCR em serviços públicos e privados da cidade, o que representa quase 90% dos 33.236 testes realizados durante todo o mês de dezembro de 2021.

Por enquanto, as maiores demanda por exames na cidade foram registradas em agosto de 2021, com a realização de 89.489 testes, e em março de 2021, com 84.935.

Total de testes realizados mensalmente em Curitiba. Imagem: Painel Covid

Em Curitiba, até esta quarta-feira (12), foram realizados 1.008.989 de testes RT-PCR e 158.834 antígenos desde o início da pandemia. Segundo a SMS, a capital tem em estoque 97 mil unidades de testes rápidos, volume formado por compras próprias e de cargas recebidas semanalmente do estado.  

Apesar de não enfrentar falta de exames de antígeno, Curitiba já deu início a um processo de compra emergencial de testes rápidos com detecção dupla de Covid-19 e Influenza A e B – tendo em vista à situação de epidemia da gripe H3N2 enfrentada em todo o estado.

Autoteste

Foto: AEN

Ainda nesta semana, o Ministério da Saúde deve enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de autorização para uso de autoteste de Covid-19 no Brasil. O exame funciona como o teste rápido de antígeno, através da coleta da secreção do nariz ou da boca com um cotonete. A diferença é que ele pode ser realizado em casa, pela população geral. O resultado fica disponível em torno de 15 minutos.

No entanto, os possíveis erros no momento da execução do teste – uma vez que o paciente precisa realizar um swab nasal sem auxílio de um profissional da saúde – e a alta probabilidade de falsos-negativos (a sensibilidade dos autotestes é de 60% a 40%) são algumas das razões para a Anvisa ainda não ter autorizado o produto no Brasil.

Por conta disso, a recomendação da agência é que os testes rápidos não sirvam como um diagnóstico conclusivo. Em nota técnica publicada no dia 6 de janeiro, a Anvisa afirmou que a utilização de autotestes como medida de saúde pública deve “considerar os fatores humanos e a usabilidade do produto, medidas de segurança do produto, limitações, advertências, cuidados quanto ao armazenamento, condições ambientais no local que será utilizado, intervalo de leitura, dentre outros aspectos”.

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