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Dallagnol deve remover propaganda irregular de todas as redes sociais, decide TRE

Candidato suspenso tem 24 horas para apagar postagens de campanha ou desativar contas

Dallagnol deve remover propaganda irregular de todas as redes sociais, decide TRE
O ex-procurador Deltan Dallagnol. Foto: Tami Taketani/Plural

A juíza Adriana de Lourdes Simette, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), determinou neste sábado (26) que o candidato suspenso ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) retire em 24 horas as propagandas eleitorais de todas as redes sociais informadas por ele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Dallagnol está suspensa desde o dia 19 por ordem do TSE.

Na quinta-feira (24), a desembargadora Cláudia Cristina Cristofani determinou ao candidato suspenso que removesse todas as propagandas eleitorais do Instagram ou desativasse seu perfil. A decisão deste sábado estendeu a decisão para todas os perfis de Dallagnol em redes sociais. Ele declarou ao TSE perfis no Facebook, X, TikTok, Threads, Linkedin, Youtube e Spotify, além do próprio site. O perfil de Deltan no Instagram não está mais ativo.

"Estando vedada também a prática de atos de campanha eleitoral, cabe ao próprio candidato fazer a remoção nas suas redes sociais daquilo que se configura como atos de campanha", afirmou a juíza Adriana de Lourdes Simette em sua decisão. Ele deverá comprovar em 24 horas se removeu as postagens ou desativou as contas. O pedido de liminar foi feito ao TRE-PR pelo presidente do PT-PR e candidato a deputado federal Arilson Chiorato.

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À espera do julgamento

Deltan Dallagnol teve o registro de candidatura aceito pelo TRE-PR no dia 8 deste mês, por 4 votos a 3. A Coligação Paraná para Todos (PT, PDT, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PRD e Solidariedade) recorreu ao TSE. A liminar que suspendeu a candidatura foi concedida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques no dia 19. A decisão foi mantida pelo pleno do Tribunal, por 5 votos a 2, na segunda-feira (21).

A decisão do TSE suspendeu os atos de campanha e o repasse de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para Dallagnol (ele já recebeu R$ 2,3 milhões das duas fontes de financiamento). O recurso deverá ser julgado pelo TSE nos próximos dias.

A coligação que apoia Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná argumenta que o ex-procurador da operação Lava Jato está inelegível desde 2023, quando teve o mandato de deputado federal cassado com base na Lei da Ficha Limpa – ele pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) em 2021, quando respondia a 15 Procedimentos Administrativos Disciplinares (PADs).

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José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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