16 fev 2022 - 11h07

Sindicato e prefeitura de Araucária não chegam a acordo sobre descontos por causa da greve

Sifar diz que funcionários estão dispostos a repor os dias não trabalhados

Nesta terça-feira (16) representantes do Sindicato dos Servidores de Araucária (Sifar) e da prefeitura participaram de uma reunião mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), cujo objetivo era resolver a questão salarial dos trabalhadores, que chegaram a fazer greve no início do mês.

Ao Plural, a prefeitura disse que vai descontar os três dias não trabalhados de quem aderiu à paralisação e que vai aplicar faltas nos registros trabalhistas. A greve foi considerada ilegal pela Justiça por força de uma liminar, que estipulou multa de R$ 10 mil diários ao sindicato caso a decisão fosse descumprida.

Mesmo assim, o funcionalismo manteve a paralisação, o que ocasionou multa e até pedido de prisão dos dirigentes. O pedido do Sifar durante a reunião foi para que estas punições sejam revogadas, o que também não foi atendido.

O Sifar, por sua vez, mencionou durante a reunião que os servidores estão dispostos a repor os dias, mas sob a condição da retirada das faltas e o recuo no desconto. Não houve acordo neste ponto.

Durante a mediação, os representantes da prefeitura assinaram um termo se comprometendo com a negociação da data-base no dia 15 de março. Esta rodada de negociações já estava prevista, mas o temor dos servidores é que ela seja cancelada pela administração, assim como as outras três anteriores.

Entenda

Araucária tem 5.139 servidores (dados 2020). O gasto líquido com funcionalismo, de acordo com o Portal da Transparência do município, foi de cerca de R$ 26,4 milhões em janeiro. Apesar da cifra chamar atenção, o Sifar lembra que a última recomposição da inflação foi em junho de 2019 e que há mais de dez anos não há aumento nos salários do funcionalismo.

A categoria reivindica a correção da inflação e no vale alimentação, recomposição salarial de 18% e aumento linear de R$ 500 incorporados aos salários. O sindicato argumenta que, por falta de diálogo com a prefeitura, foi necessário fazer a paralisação.

A greve começou na segunda-feira, dia 7 de fevereiro e teve adesão de 70% dos funcionários. Porém, três dias depois os trabalhadores decidiram suspender a mobilização e retomar as atividades.

O Sifar deve fazer uma assembleia com os funcionários na tarde desta quarta-feira (16), para definir as próximas ações da categoria.

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