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3 jun 2020 - 16h16

Quem tem culpa pelos ônibus lotados?

Associação Comercial pede que empresas de ônibus sigam normas para evitar superlotação. Setransp diz que novos casos de coronavírus não estão ligados ao transporte coletivo

A Associação Comercial do Paraná (ACP) começou a semana com um apelo às empresas de ônibus de Curitiba. Em nota, publicada em seu site, nesta segunda-feira (1º), a ACP pede que as normas de distanciamento impostas por autoridades estaduais e municipais sejam respeitadas. O objetivo é evitar a superlotação do transporte coletivo da Cidade nos horários de pico. O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) resolveu responder às declarações nesta terça-feira (2), e subiu o tom.

A manifestação publicada no site do Setransp diz acreditar que a maior parte do comércio é composta por empresários sérios e responsáveis. Mas pediu mais responsabilidade e conhecimento do presidente da ACP antes de dar declarações sobre o transporte coletivo.

De acordo com o sindicato, a associação foi informada mais de uma vez sobre os procedimentos de Saúde pública adotados pelas empresas. “O presidente Camilo Turmina está errado ao supor que novos casos confirmados de coronavírus estão ligados ao transporte coletivo. É só um pensamento equivocado, mas, dito por um representante do comércio paranaense, ganha ar de verdade e prejudica todo um trabalho levado muito a sério por profissionais competentes. O Setransp pede que haja mais conhecimento e responsabilidade nesse tipo de manifestação  – que é individual, pois as operadoras sabem que a maior parte do comércio é composta por empresários sérios e responsáveis.”

O sindicato reforça que parte dos profissionais de Saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia dependem do transporte coletivo como meio de locomoção. Além disso, destaca que o transporte é um serviço essencial, listando uma série de medidas que foram tomadas pelas empresas de ônibus. A primeira estabelece uma frota ativa de 80% dos veículos, enquanto a demanda de passageiros é 38%, destaca a Setransp.

O Setransp reitera que os principais terminais da Cidade estão sendo fiscalizados por servidores da Urbanização de Curitiba (Urbs) e por agentes do Exército. O objetivo é deixar os veículos com apenas 50% da capacidade. O sindicato assegura que todas as normas de distanciamento definidas pelas autoridades de Saúde estão sendo cumpridas. Além disso, reforça que a higienização de tubos, garagens, terminais e dos próprios ônibus, são realizadas com frequência.

ACP

A manifestação da ACP foi semelhante à feita pelo Ministério Público Estadual, em 28 de maio, e demonstra preocupação com a lotação do transporte coletivo de Curitiba e da Região Metropolitana. Segundo a associação, o comércio não pode ser considerado culpado pelo excesso de passageiros nos horários de pico, já que esteve fechado por muito tempo.

“Temos muita preocupação com os ônibus lotados. Já tínhamos enviado correspondência ao Ministério Público no dia 16 de abril passado, pedindo a interferência do órgão na circulação dos ônibus no respeito às normais de distanciamento social e restrição no número de passageiros”, avalia o presidente da ACP, Camilo Turmina. 

A entidade sugere, na nota, que as empresas repassem os vales-transporte em dinheiro para os seus funcionários durante a pandemia. A ideia seria desincentivar o uso dos ônibus e possibilitar aos trabalhadores utilizarem outros modais para locomoção. Entre eles estão os aplicativos de transporte e as caronas coletivas ou solidárias.

“Queremos conciliar os cuidados com a saúde e o funcionamento responsável do comércio e para isto é preciso contar com a colaboração das empresas de ônibus também”, alfineta o presidente da ACP.

Para evitar a lotação dos ônibus nos horários de pico, o comércio de rua está funcionando das 10h às 17h, enquanto os shoppings estão abertos das 12h às 20h.

Linha Maracanã/Capão da Imbuia, em 27 de maio. Foto: Plural.jor
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