Curitiba suspende primeira dose da vacina em idosos | Jornal Plural
30 mar 2021 - 21h07

Curitiba suspende primeira dose da vacina em idosos

Por falta de estoque, pessoas entre 65 e 69 anos terão que esperar nova remessa, ainda sem data para chegar

Nesta terça-feira (30), a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba informou que a aplicação da primeira dose da vacina, que deveria estar acontecendo em idosos com idade entre 65 e 69 anos, foi suspensa por falta de estoque. Ela só deve voltar quando o Ministério da Saúde enviar mais doses do imunizante.

A Capital já vacinou com a primeira dose 204 mil pessoas com mais de 68 anos. Agora, com o fim do estoque, a vacinação não tem data prevista para voltar. Segundo a Prefeitura, quem faz a interlocução com o Ministério da Saúde é o Governo do Estado, portanto, não há previsão para o chegada. “A retomada da primeira dose depende de mais vacinas serem enviadas para acelerarmos a imunização da nossa população”, diz Márcia Huçulak, secretária municipal da Saúde de Curitiba.

No site da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), a informação é de que o órgão já distribuiu 1.726.479 doses de vacinas contra a Covid-19 aos municípios paranaenses, o que representa 99,92% das 1.727.850 vacinas recebidas pelo Paraná do Ministério da Saúde. O Plural também questionou a Sesa sobre a previsão de uma data para restabelecer a vacinação da primeira dose na Capital, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.

Enquanto mais vacinas não chegam, a SMS continua com o cronograma da segunda dose para os idosos nos 17 pontos de vacinação da cidade (fixos e drive-thru). Profissionais de saúde agendados para receberem a primeira dose também serão atendidos no Pavilhão da Cura, no Parque Barigui.

Pontos fixos de vacinação – das 8h às 18h

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui
2 – Unidade de Saúde Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 –  Sítio Cercado
3 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches
4 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão
5 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru
6 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho
7 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo
8 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade
9 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão
10 – US Uberaba 
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba
11- US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo
12 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira
13 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n
14 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700 

Vacinação no carro (drive-thru) – das 8h30 às 16h30

1 – Pavilhão da Cura – Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)
2 – Estacionamento do Santuário Nossa Senhora do Carmo – Boqueirão (entrada pelo segundo portão do estacionamento, pela Rua Frederico Maurer)
3 – Paróquia Santo Antônio – Boa Vista (entrada única pela Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller)

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3 comentários sobre “Curitiba suspende primeira dose da vacina em idosos

  1. Lamentável!
    O Plural registrou o ufanismo da dupla Greca-Ratinho com relação à vacina:
    https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/ratinho-e-greca-desprezam-lei-para-aparecer-na-foto-da-vacina/

    É por demais preocupante que a vacinação esteja sendo utilizada mais como elemento de propaganda do que enquanto instrumento de promoção de saúde pública.

    Greca e Ratinho têm agido de forma leviana ao utilizar a expectativa de vacinação como estratégia para administrar a crise. Sob os holofotes, o ​prefeito “como engenheiro que sou” proclama a “Páscoa da cura e da imunização”, enquanto apela à graça de Deus. Ao governador falta a verve – daí sermos poupados de mais sandices ditas, muito embora sejam as sandices feitas o que mais deveria preocupar.

    Entendo que, dia a dia, está sendo documentada a necropolítica brasileira, seus atores e agentes. A abundância de tolices é inversamente proporcional à falta de vacinas. Neste turbilhão, acaba por se perder uma pergunta fundamental:

    Por que faltam vacinas em Curitiba, no Paraná, no Brasil? Por quê?

    Greca sabe o porquê. Ratinho também. Em uma frase: o bolsonarismo é sinônimo de necropolítica. Há quem, ante a clareza solar dos fatos, continue apostando nas sombras da propaganda vazia que desinforma e aliena. Fosse somente isso e seria muito grave. Ocorre que o efeito da postura bovina dos políticos locais é o colapso da saúde. É o culto macabro ao cinismo. É o sofrimento. É a morte dos curitibanos e dos paranaenses.

    Esses políticos, suas falas e suas escolhas. Tudo registrado, para que sejam responsabilizados.

    Que seja logo.

  2. Aparentemente, houve alteração da prioridade na vacinação sem a devida transparência dessa alteração e dos motivos dessa alteração. Vejam a seguinte reportagem: “As doses destinadas aos idosos também estão ligadas a outros fatores, como eventuais alterações na fila: nesta quinta-feira (1), por exemplo, dentro do lote de mais de 500 mil vacinas que o Ministério da Saúde encaminhou ao Paraná, pouco mais de 2 mil estavam reservadas a forças de segurança e salvamento e forças armadas, que incluem policiais, guardas municipais e militares.

    A antecipação do grupo das forças de segurança e salvamento e armadas na ordem da fila foi uma decisão do Ministério da Saúde. Em entrevista à imprensa, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, disse nesta quinta-feira (1) que “fomos um pouco surpreendidos”, mas lembrou que os policiais já tinham sido incluídos no grupo prioritário, que é formado por um total de 4.635.123 pessoas.“ (disponível em: ). Assim, existem indícios de que as forças de segurança têm recebido vacinas que, de acordo com o plano inicial, eram destinadas aos idosos. E, pior, essa alteração de critério, para vacinar forças de segurança antes de terminar a vacinação de idosos, aparentemente ocorreu sem transparência e sem ordens escritas. Seria muito importante o Plural apurar isso.

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