Contra fechamento, UFPR busca apoio de Ratinho e prepara ato gigante | Jornal Plural
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3 maio 2019 - 14h47

Contra fechamento, UFPR busca apoio de Ratinho e prepara ato gigante

Universidade também estuda medidas jurídicas contra bloqueio de verbas para a educação

A cúpula da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reunida na manhã desta sexta-feira, decidiu tomar cinco medidas para enfrentar a crise criada pelo Ministério da Educação. Depois do corte de 30% nas verbas de custeio adotado pelo MEC em todas as instituições federais de ensino, o reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, os pró-reitores e os diretores de setor decidiram que é preciso tomar medidas políticas e jurídicas contra a ação do governo.

A primeira medida a ser anunciada é a criação de um grupo de juristas, a ser comandado pela professora Vera Karam Chueiri, diretora do setor de Ciências Jurídicas, que analisará as medidas do governo do ponto de vista da legalidade. “Vamos analisar a constitucionalidade do que foi anunciado pelo governo”, afirma Vera, que contará com apoio da procuradoria- da Reitoria e de professores do setor.

O próprio Ricardo Marcelo ficou encarregado da segunda parte das medidas, de ordem política. “Eu já tinha marcado uma reunião no dia 20 com o governador Ratinho Jr. (PSD). Não era essa a pauta, mas gora vamos usar essa conversa para pedir apoio às instituições federais do estado”, afirma o reitor. Ricardo Marcelo também deve visitar o prefeito Rafael Greca (DEM).

Uma terceira medida será uma reunião dos reitores das quatro instituições federais de ensino do Paraná para articular a bancada federal do Paraná, na Câmara e no Senado, em defesa das universidades. Além da UFPR, há no estado a UTFPR, o IFPR e a Unila. A UTFPR, em entrevista ao Plural, também já anunciou que vai aderir às ações que sejam programadas pela Andifes, que reúne as universidades federais.

A quarta medida fica com os cursos de comunicação e a Comunicação Social da própria universidade. A ideia é fazer com que a população compreenda melhor o papel da universidade pública no Brasil e o tamanho do prejuízo que existirá para o país caso as instituições realmente deixem de funcionar, como já está previsto.

O último acordo tomado nesta sexta foi a convocação de um grande ato público a ser agendado para os próximos dias em defesa das universidades. A ideia é reunir não só a comunidade acadêmica, com professores, técnicos e alunos, mas também movimentos de trabalhadores e empresários para mostrar a força da universidade no estado.

Ataque à universidade não é por dinheiro. É a guerra ao conhecimento

 

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