Aulas presenciais podem voltar em 19 de outubro no PR | Jornal Plural
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8 out 2020 - 23h26

Aulas presenciais podem voltar em 19 de outubro no PR

Governo deve fazer teste de retomada em regiões com baixos índices de Covid-19

A secretária municipal de Educação de Curitiba, Maria Sílvia Bacila, prefere não arriscar uma previsão de retomada das aulas presenciais na Capital. O tema é polêmico e está sendo prorrogado pelos governos estadual e municipal por conta dos números de casos e mortes por Covid-19. Um decreto da Prefeitura de Curitiba suspende o retorno até 31 de outubro mas o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou nesta semana – durante audiência na Assembleia Legislativa (Alep) – que há possibilidade de uma volta gradativa, em algumas escolas, a partir de 19 de outubro.

Fontes ouvidas pelo Plural afirmam que a data já foi confirmada e será divulgada oficialmente nesta sexta-feira (9). A ideia inicial é fazer um “teste” em escolas de cidades que apresentam baixos índices de casos de coronavírus. Seguindo o protocolo de segurança, as atividades serão oferecidas em grupos, intercalados semana a semana.

A secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, também disse recentemente ser favorável ao retorno das atividades presenciais nas escolas da Capital. Isso porque, segundo ela, a maioria das crianças e adolescentes tende a apresentar sintomas leves de Covid-19. Mas não falou em data.

Questionada sobre um possível retorno presencial das aulas na Capital, a secretária de Educação de Curitiba, Maria Sílvia Bacila, orientou que o Plural procurasse o Comitê de Ética e Saúde da Prefeitura, embora ela tenha confirmado estar a par das decisões que envolvem a pasta que administra.

A secretária também se recusou a responder se a Prefeitura trabalha com a hipótese de manter aulas em modelo remoto no ano letivo de 2021. Contudo, não disse abertamente que descarta a possibilidade. “Eu tenho que estar preparada para tudo”, respondeu.

Ainda que diferentes parcerias venham trabalhando de modo acelerado na produção de vacinas contra o coronavírus, não se sabe ao certo quando haverá um programa de imunização em massa – essencial para a retomada normal das atividades.

Professores não foram ouvidos

Em nome dos professores, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) disse não ter sido chamado para conversar sobre os próximos passos da Educação em Curitiba. Por conta própria, os docentes se reunirão em seminário virtual no dia 28 de outubro, com o propósito de discutir os próximos meses de trabalho.

“As regras vêm de cima para baixo, e o pessoal fica sem informação para analisar. Então vamos nos reunir, porque a gente precisa ouvir os profissionais de alguma forma. Não podemos esquecer que quem, de fato, vai estar no chão da escola são os professores”, lembra Luciana Kopsch, diretora do Sismmac.

Greve

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do PR (APP-Sindicato), as escolas da Rede Pública Estadual não têm condições para o retorno das aulas presenciais neste momento. “Faltam apenas 49 dias letivos para o encerramento do calendário escolar deste ano. Qual a necessidade de provocar aglomerações nas escolas agora, quando ainda temos centenas de pessoas morrendo todos os dias, porque a transmissão do vírus ainda não foi controlada”, questiona o presidente do sindicato, Hermes Leão.

Ele avisa que, caso o governo continue com essa posição, a entidade mantém a deliberação da categoria, aprovada em assembleia, de realizar “greve em defesa da vida”, contra o retorno das aulas presenciais neste ano.

“Boa parte dos prédios das nossas escolas não tem ventilação adequada e as portas das salas de aula saem para corredores estreitos. Então nós temos todas as situações, neste momento, para o não retorno das aulas presenciais”, reforça a secretária de Finanças da entidade, Walkiria Mazeto.

Segundo ela, outro agravante é o cenário de altas temperaturas e crise hídrica em várias regiões do Estado. Para a dirigente, é essencial que o governo promova um amplo diálogo com a comunidade escolar para decidir sobre o retorno presencial no próximo ano “e de como podemos fazer um debate pedagógico do aproveitamento deste período e da reorganização do ano de 2021”.

Com: Angieli Maros

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