Pular para o conteúdo

Policial civil vai responder por homicídio qualificado por morte no Barbaran

Marcelo Mariano Pereira matou o empresário Antonio Carlos Antunes em setembro do ano passado após discussão em bar

Policial civil vai responder por homicídio qualificado por morte no Barbaran
Publicado:

O juízo da Segunda Vara do Tribunal do Júri de Curitiba acatou integralmente a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o policial civil Marcelo Mariano Pereira, que matou o empresário Antonio Carlos Antunes, de 51 anos, após uma discussão no Barbaran, no Centro de Curitiba, em setembro do ano passado. Antunes foi baleado no abdômen, ficou internado e morreu seis dias depois.

A denúncia do MP-PR foi feita em dezembro. Segundo a 2ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos contra a Vida, o crime foi cometido por motivo fútil e com emprego de arma de fogo de uso restrito. Pereira, de 36 anos, estava de folga no momento. A briga teria começado após o policial retirar o copo de cerveja da vítima da pia do banheiro do bar e colocá-lo no chão. Antunes foi baleado dentro do banheiro.

Curitiba: MP denuncia policial por homicídio após morte no BarBaran
Policial civil também foi denunciado por porte de arma de fogo de uso restrito após consumo de bebida alcoólica

Em dezembro, a Polícia Civil recomendou o arquivamento do caso, já que Pereira teria agido em legítima defesa. O inquérito concluiu que o policial foi agredido e que havia justificativa para a utilização da arma. "A realização de apenas um disparo, suficiente para cessar a injusta agressão, sem prosseguimento da execução ou disparos adicionais, aliada ao fato de o policial ter permanecido no local e acionado o socorro médico imediatamente (Siate), em menos de um minuto após o episódio, evidencia a ausência de animus necandi (intenção de matar) e a estrita finalidade defensiva da conduta", diz o relatório da Polícia Civil.

Em nota, a advogada Carolina Mattar Assad, que representa a família de Antunes, afirmou que o recebimento da denúncia afasta a tese de legítima defesa. "A família da vítima reafirma sua esperança na Justiça com o recebimento da denúncia", afirmou. "Este é definitivamente um marco importante. Agora, o policial civil acusado passa a ser oficialmente réu por homicídio duplamente qualificado. Temos o início de um processo criminal e o afastamento da hipótese de absolvição sumária pela falsa tese da legítima defesa".

Atualização – nota da defesa

Em nota enviada nesta quinta-feira (15), a defesa de Marcelo Mariano disse confiar na absolvição. Segue a nota:

A Defesa técnica do policial civil Marcelo Mariano informa que o Juízo competente recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Paraná.

Desde logo, pontua-se que a denúncia apresenta recorte interpretativo que, na compreensão da Defesa, não espelha por completo os elementos já documentados nos autos, o que será oportunamente esclarecido com a produção de prova em contraditório.

Importa esclarecer, ainda, que nesta fase inicial o recebimento da denúncia possui caráter predominantemente formal, sem qualquer julgamento de mérito. Trata-se de ato que se limita à verificação dos requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, não significando reconhecimento de culpa ou antecipação de juízo condenatório.

A Defesa permanece serena e plenamente confiante no regular funcionamento das instituições. Temos convicção de que, ao final, a prova produzida em contraditório evidenciará a correção da conduta do policial e conduzirá a um veredito absoluto de absolvição.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

Todos os artigos

Mais em curitiba

Ver todos

Mais de José Marcos Lopes

Ver todos

De nossos parceiros