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Abertura do "Inverno Encantado" tem filas e protestos no Passeio Público

Manifestantes criticam impacto das atrações nos animais e questionam corte de árvore e contrato sem licitação

Abertura do "Inverno Encantado" tem filas e protestos no Passeio Público
Inauguração do "Inverno Encantado" foi marcada por grandes filas e manifestações contrárias ao evento. | Foto: Julia Sobkowiak / Plural

A abertura das atrações do "Inverno Encantado", que começou no último domingo (19), foi marcada por grandes filas e manifestações contrárias ao evento. Durante o início da programação, ativistas se reuniram no Portal do Passeio Público com cartazes em defesa dos animais que vivem no parque.

De acordo com os manifestantes, as luzes, aglomerações e o barulho das atrações podem causar estresse aos animais. Dany Harmony, do movimento ONCA Defesa Animal, afirmou: "A motivação para o ato de hoje é mostrar para as pessoas que animais não são entretenimento, não são produto. As luzes agridem muito os animais, eles já vivem em constante tortura aprisionados em jaulas minúsculas, essas luzes, toda essa aglomeração no horário que na natureza é pra eles estarem dormindo os tortura ainda mais".

O movimento já havia criado um abaixo-assinado pedindo a realocação do evento, mas segundo os ativistas, as tentativas de diálogo foram ignoradas pela prefeitura. "Infelizmente a situação dos animais na sociedade é que são tratados como produto e a prefeitura jamais vai pensar num bicho sendo que a ganância fala mais alto né o que vale mesmo é o dinheiro", disse Dany.

Antes mesmo da abertura, o evento já enfrentava críticas pelo corte de árvores no parque. O Plural apurou que não houve deferimento para o endereço do Passeio Público no sistema da Secretaria de Meio Ambiente. Dias depois, a prefeitura informou que o corte não tinha relação com as atrações, mas tratava-se da supressão de uma árvore "desvitalizada, sem sinais de vida". O laudo técnico foi divulgado dias após questionamentos pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD).

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No sábado (18), o lançamento da experiência "Inverno Encantado" foi antecipado pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD), que decidiu visitar o Passeio Público antes da abertura oficial marcada para o domingo (19). A presença fora da data não passou despercebida e, na ocasião, o prefeito foi questionado pela vereadora Camilla Gonda (PSB), que também participou da manifestação e criticou a postura do Executivo. "É importante dizer que esses laudos sempre vêm de maneira posterior e laudo não é sentença definitiva até porque laudo pode ser questionado visto que são muitas vezes produzidos pela própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente", disse a parlamentar.

A vereadora também destacou que o evento foi realizado sem processo licitatório, por meio de inexigibilidade, e que a população não pôde participar das discussões. Segundo a vereadora, o contrato de R$550 mil foi firmado recentemente com a empresa responsável pela apresentação. "Até onde o mandato apurou, chegamos num contrato de R$550 mil para fazer as atrações que estão aqui. O prefeito poderia ter ouvido os movimentos, ambientalistas e pessoas que criticam. O que nos parece é que a prefeitura exclui totalmente as críticas e só se ancora nas pessoas que apoiam, mas uma gestão não é feita assim", afirmou.

Após o ato, os manifestantes criaram um novo abaixo-assinado pedindo a realocação dos animais do Passeio Público para centros de conservação de fauna com melhores condições de manejo e bem-estar.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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Tags: Curitiba

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