Com investimento de R$ 296,5 milhões, começaram na última semana a demolição de parte da antiga fábrica da Ambev, no bairro Rebouças, em Curitiba, para dar início às obras da Fábrica de Ideias. O projeto, realizado pelo Governo do Estado em parceria com a Prefeitura, vai transformar o terreno em um complexo voltado à inovação, tecnologia, economia criativa, cultura e convivência. A previsão é que as obras sejam concluídas em dois anos.
Nesta primeira etapa, os trabalhos se concentram na área onde será construído o principal edifício do empreendimento, o Corporate, além de um auditório. As demolições envolvem lajes de até 10 metros de vão livre e prédios de um, três e sete pavimentos.
O empreendimento ocupará uma área total de aproximadamente 62 mil m², com cerca de 34 mil m² de área construída. As obras estão a cargo do Consórcio Inova Paraná, formado pelas empresas Cesbe Engenharia, RAC Engenharia, JPM Arquitetura, Arqui Brasil Arquitetura e Restauração e Encimar Curitiba, vencedor da licitação integrada assinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em junho deste ano.
Além de empresas de tecnologia, instituições de pesquisa e escritórios governamentais, a Fábrica de Ideias terá extensões do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), do Museu Oscar Niemeyer (MON) e do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR). Além da criação do Museu da Comunicação e Inovação, e um auditório para 250 pessoas.
Primeira etapa prevê demolições na área que receberá o edifício Corporate e um auditório para 250 pessoas. Foto: André Frasson/GKG/Divulgação
Investimentos
A parceria entre governo estadual e municipal foi firmada em março de 2024 pelo então prefeito Rafael Greca, o governador Ratinho Junior e o vice-prefeito e secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel. O projeto será incorporado ao Vale do Pinhão, ecossistema de inovação da Prefeitura de Curitiba localizado próximo ao novo centro.
Inicialmente, o investimento previsto era de R$ 200 milhões. Com o avanço das etapas de planejamento e a conclusão do projeto arquitetônico em estilo retrofit, elaborado pelo escritório Ricardo Amaral e apoiado por parcerias como a Audi do Brasil, houve detalhamento maior dos custos de engenharia e adaptações estruturais, elevando o valor para R$ 296,5 milhões.