Faleceu nessa terça-feira (08), a fotógrafa Patrícia Jerônimo da Silva, a ‘Pretícia’. Ela estava internada no hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, e enfrentava um câncer de mama que entrou em metástase há seis anos. O velório acontece nesta quarta-feira (09), no Centro Cultural do Teatro Guaíra e o sepultamento do corpo será no cemitério Jardim da Saudade, em Pinhais, às 13h.
Pretícia nasceu no bairro Sítio Cercado, na capital, filha de uma família negra e desde a adolescência se aproximou da cultura hip-hop. Isso a levou a se tornar fotógrafa, para registrar a atuação de b-boys que dançavam no shopping Itália e no Museu Oscar Niemeyer.
Ela também trabalhou como comissária de bordo e isso permitiu fotografasse em 34 países.
Sua trajetória foi relatada no livro “Mulheres com N Maiúsculo” (editora Arte e Letra), em um perfil feito pela pesquisadora Débora Olímpio.
O texto relata a criação do Lab. Secreto, Secreto, laboratório de fotografia analógica e processos históricos localizado em Curitiba. O projeto surgiu de uma ideia desenvolvida por ela desde os anos 2000, com a proposta de criar um laboratório coletivo para processos de revelação e impressão fotográfica.
Pretícia também era ativista do movimento negro, estudiosa do cinema e diante da experiência de enfrentar o câncer de mama fez uma exposição sobre sua própria luta.
Repercussão
O falecimento da fotógrafa teve repercussão entre os setores culturais e do movimento negro. “Pretícia lutou bravamente pela vida e nos deixa um legado de amor, força e generosidade”, publicou a cantora Janine Mathias.
“Ela deixou um legado e voou, sempre gostou das alturas. Resistiu durante a vida”, escreveu a ativista do movimento negro e conselheira tutelar, Telma Mello.
“Um raio de luz vai brilhar no firmamento”, publicou a fotojornalista Fernanda Castro.