O ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, que matou o fotógrafo André Munir Fritoli na loja de de conveniências de um posto de gasolina em Curitiba em 2022, voltará a ser julgado a partir da próxima segunda-feira (9) pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. O julgamento começou no dia 10 de setembro, mas foi suspenso porque o réu teria tentado cometer suicídio na carceragem do Tribunal do Júri.
Segundo a assistência da acusação, comandada pelo advogado criminalista Elias Mattar Assad, os jurados foram mantidos. "Tendo em vista o incidente tumultuário criado pelo réu, que teria 'tentado suicídio', tanto a Juíza que presidiu o júri anterior (que foi dissolvido), como o Promotor, decidiram se afastar do caso, passando a condução do processo para seus substitutos legais", diz a nota da assistência da acusação. O juiz será Pedro de Alcântara Soares Bicudo.
Além do homicídio de André Munir Fritoli, Massuia é réu por sete tentativas de homicídio. O julgamento começará às 9 horas e será no Fórum Criminal de Curitiba, no bairro Cabral, em função do tumulto registrado no Tribunal de Júri na sessão do dia 10 de setembro. A princípio o julgamento estava marcado para fevereiro, mas acabou suspenso.
O crime
Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) à Justiça, no dia 1º de maio de 2022 o então policial federal Ronaldo Massuia entrou na loja de conveniência de um posto de gasolina no bairro Cristo Rei depois de discutir com funcionários do estabelecimento e atirou pelo menos dez vezes com uma pistola de 9 mm.
As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira em André Fritoli, que estava no chão. Ele tinha 32 anos. Pelo menos três pessoas ficaram feridas. A defesa argumentou que Massuia havia sofrido um surto psicótico.
O ex-policial responde pelos crimes de homicídio consumado e tentado, com as qualificações de motivo fútil, perigo comum e surpresa que impossibilitou a defesa das vítimas. Ele foi demitido da Polícia Federal em abril do ano passado.