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Júri de ex-policial que matou fotógrafo em posto é suspenso; réu teria tentado suicídio

Ronaldo Massuia Silva entrou atirando em loja de conveniência, em maio de 2022

Júri de ex-policial que matou fotógrafo em posto é suspenso; réu teria tentado suicídio
Momento em que Ronaldo Massuia atira dentro da loja de conveniências / Reprodução

O juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba suspendeu na tarde desta quinta-feira (1o) o julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, réu pela morte do fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos, na loja de um posto de gasolina no bairro Cristo Rei, em Curitiba, em 2022. Massuia estava em uma cela perto do plenário e teria tentado cometer suicídio quando a última testemunha de acusação era ouvida.

Depois de ser adiado em fevereiro, o julgamento começou na quarta-feira (9) e a expectativa era que fosse concluído nesta sexta (11). Durante o depoimento da última testemunha de acusação, os presentes ouviram gritos e portas batendo. Policiais correram até a sala e o julgamento foi suspenso.

Em nota, a assistência da acusação, liderada pelo advogado criminalista Elias Mattar Assad, afirmou que houve pânico no Tribunal do Júri e que "todos entenderam que estariam correndo risco, fato que, inclusive, rememorou o próprio massacre ocorrido no posto de gasolina no ano de 2022". Segundo Assad, as provas estão preservadas e foi instaurado um inquérito policial para apurar os acontecimentos.

O Plural entrou em contato com o advogado de Ronaldo Massuia Silva, Heitor Luiz Bender, e o espaço fica à disposição da defesa. Ele assumiu a defesa do ex-policial no dia 4 de fevereiro, o que motivou o adiamento do julgamento.

O crime

Ronaldo Massuia responde pelos crimes de homicídio consumado e tentado, com as qualificações de motivo fútil, perigo comum e surpresa que impossibilitou a defesa das vítimas. Ele foi demitido da Polícia Federal em abril do ano passado.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), no dia 1º de maio de 2022 o então policial federal entrou na loja de conveniência depois de discutir com funcionários do posto. Ele atirou pelo menos dez vezes com uma pistola de 9 mm. A defesa argumentou que Massuia havia sofrido um surto psicótico. As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira em André Fritoli, que estava no chão. Pelo menos três pessoas ficaram feridas.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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Assuntos: Judiciário Curitiba

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