A Câmara de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, aprovou o projeto da prefeitura para alterar a Planta Genérica de Valores (PGV), o que deverá elevar o IPTU a partir de janeiro de 2027. O projeto foi enviado em regime de urgência pelo prefeito Gustavo Botogoski (PL) e aprovado no fim de outubro.
O projeto estabelece descontos progressivos no pagamento do IPTU no próximo ano, mas não prevê o benefício a partir de 2028. Imóveis que tiverem um reajuste de até 5% na Planta Genérica não terão direito a desconto. De 5% a 10%, o desconto será de 2%. O índice subirá até os casos em que o reajuste será de 80%, com desconto previsto de 43%. Para 2028, no entanto, não há garantia de que os descontos sejam aplicados.
Só três vereadores foram contrários à proposta: Ben Hur (União Brasil), Fábio Pavoni (PV) e Gilmar do Sindimont (sem partido). O projeto ainda estabelece que o IPTU será corrigido pela inflação nos próximos anos,
Na semana passada, o prefeito Gustsavo Botogoski anunciou o corte de 50 cargos comissionados na administração municipal, além de uma reorganização administrativa e o cancelamento de eventos com o objetivo de economizar R$ 11,5 milhões até o fim do ano. Segundo Gustavo Botogoski, os repasses estaduais e federais tiveram uma redução de R$ 55 milhões neste ano – R$ 40 milhões só governo estadual.
Nesta quarta-feira (4), funcionárias terceirizadas da empresa Casca que atuam na educação municipal em Araucária fizeram um protesto na frente da prefeitura para denunciar o atraso de dois meses no pagamento de vales alimentação e transporte.