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Ônibus de Curitiba continuam lotados na pandemia

Faltam distanciamento social, fiscalização e controle, diz TCE; Prefeitura tem um mês para solucionar problemas, negados pela Urbs

Por Admin
Ônibus de Curitiba continuam lotados na pandemia
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O Tribunal de Contas do Paraná (TCE/PR) divulgou nesta quinta-feira (15) o resultado de auditoria realizada no transporte público de Curitiba. Após fiscalizar estações-tubo em diferentes pontos da Cidade, os analistas apontam que os ônibus da Capital continuam circulando lotados em plena pandemia, impossibilitando o distanciamento social obrigatório. Também se constatou falta de fiscalização por parte da Prefeitura e falhas na política de controle do sistema. A Urbanização de Curitiba (Urbs) nega os fatos apontados.

A avaliação do TCE foi realizada com o intuito de verificar se vem sendo cumprido, na prática, o distanciamento social determinado na Lei Municipal 15.627/20. Ela instituiu, em maio, o Regime Emergencial de Operação e Custeio do Transporte Coletivo de Curitiba, aprovado pelo Executivo e Legislativo municipais.

Com isso, permitiu-se à Prefeitura pagamentos maiores às empresas de ônibus da Capital, na intenção de garantir a segurança dos usuários durante a pandemia. A proposta com os novos investimentos - no valor de R$ 120 milhões - era colocar mais ônibus nas ruas, organizar melhor a frota em horários de pico e evitar a lotação no transporte público.

Mas não é o que se vê diariamente, nem o que constataram os auditores do TCE. No relatório de fiscalização, eles apontam dois problemas centrais: “a inadequação da gestão do serviço frente à necessidade de distanciamento social preconizada na referida lei; e falhas relativas às políticas e controles de segurança das informações do sistema de transporte coletivo de Curitiba”.

Como tentativa de solucionar os problemas, o TCE recomendou que, em um mês, “a Prefeitura e a Urbs estabeleçam o espaçamento de seu horário de pico no transporte coletivo, fixando horários distintos para o funcionamento das atividades no município, bem como aumentem a fiscalização para que sejam cumpridas tais determinações, evitando-se superlotações em períodos específicos”.

O Executivo terá dois meses para apresentar um “cronograma de ações voltadas à resolução de todas as falhas detectadas no sistema de tecnologia da informação relacionado ao transporte coletivo curitibano, com a designação dos responsáveis por cada uma das tarefas a ser desenvolvida”.

URBS responde

Em resposta à auditoria e aos problemas apresentados pelo TCE, a Urbs afirma que:

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