Alunos da UFPR preferem não retomar calendário normal na pandemia | Jornal Plural
26 out 2020 - 21h07

Alunos da UFPR preferem não retomar calendário normal na pandemia

Maioria dos professores e coordenadores também escolheu manter ensino remoto, com disciplinas por ciclo

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) abriu nesta segunda-feira (26) as matrículas para o segundo período especial do Ensino Remoto Emergencial (ERE), modalidade de oferta de disciplinas estabelecida após suspensão do calendário acadêmico pela pandemia do coronavírus. Válido desde junho, o período especial foi renovado em outubro e vai ao encontro do que acredita a maioria dos alunos, professores e coordenadores da universidade: de que, ao invés da retomada do calendário do 1º semestre de 2020, as disciplinas por ciclo continuam sendo a melhor alternativa neste contexto de crise da saúde.

A avaliação consta em um levantamento feito pela UFPR entre os dias 3 e 14 de setembro. Dos 30.163 matriculados, 6.923 (22,9%) responderam ao questionário, elaborado pela comissão de acompanhamento da implementação do período especial. Dos que responderam, 63% se mostram a favor de um novo ciclo de oferta de disciplinas em período; 19,7% consideram como melhor alternativa a retomada do calendário do 1º semestre com aulas remotas. Os outros 17,3% optam pela suspensão das aulas até que seja possível retornar às atividades presenciais.

A peculiaridade do período especial é que as ofertas não substituem a grade de ensino presencial, suspensa desde abril, que só poderá ser retomada na integralidade com o fim da pandemia.

Neste sistema, cabe aos próprios professores decidirem se suas disciplinas serão ofertadas e quantas vagas abrirão. Com isso, todas as matérias de um curso pode ficar inacessíveis, ou com menos vagas – o que pode deixar uma parcela de estudantes sem acesso ao conteúdo neste momento. A UFPR confirmou que esta possibilidade existe mas garantiu que todos os estudantes poderão cursar as disciplinas normalmente quando houver o retorno do ensino às salas de aula.

Ainda de acordo com a universidade, o impacto é maior em conteúdos que exigem trabalho presencial em laboratórios ou campo, por exemplo. Além disso, a matrícula é facultativa, ou seja, o estudante não precisa se matricular e pode esperar o ensino presencial para voltar às suas atividades acadêmicas.

Profissionais

Para coordenadores de curso e professores ouvidos pela UFPR, prorrogar a oferta de novos ciclos de disciplinas em período também foi a melhor opção.

Na primeira categoria, 60,7% dos 89 profissionais que responderam ao questionário optaram pela continuidade do que já vem sendo praticado. Por outro lado, 34,8% disseram preferir a retomada do calendário normal.

Entre os professores, dos 1.219 que participaram do levantamento, 711 (58,3%) acharam melhor renovar a resolução válida desde junho. A retomada do calendário à distância foi a escolha de 31,3% deles.

Porcentagem mais baixa de coordenadores (4,5%) e docentes (10,3%) avaliaram como melhor caminho a suspensão completa do calendário até o fim da pandemia.

Retomada só após março

As novas datas do período especial estabelecem que aulas das disciplinas ofertadas no Ensino Remoto Emergencial podem começar entre 3 de novembro e 13 de fevereiro de 2021, conforme o plano de ensino da disciplina. O prazo final para o cumprimento total da carga horária será  dia 27 de março do ano que vem.

Isso significa que, como a UFPR não irá sobrepor o período especial ao período regular (1º semestre letivo de 2020), a retomada do calendário só deverá ocorrer após 27 de março do ano que vem, diz a resolução 65/2020.

O período especial do Ensino Remoto Emergencial vale para atividades de ensino nos cursos de Graduação, profissional e tecnológica, da UFPR. As matrículas iniciadas nesta segunda vão até quarta-feira (28) e deverão ser feitas exclusivamente pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga).

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