O Ministério Público do Paraná (MPPR) emitiu duas recomendações administrativas após a explosão que deixou nove mortos em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Uma para a empresa Enaex Brasil e outra para a prefeitura. Em ambas, o MPPR solicita algumas providências para a segurança da população.
Para a prefeitura, o MPPR recomendou que seja feito isolamento preventivo do entorno da empresa e seja feito um plano de comunicação de risco à população, com rotas de fuga e outras medidas como a influência das condições climáticas nas atividades industriais.
Já para a empresa, o MPPR recomendou a suspensão imediata de qualquer manipulação de explosivos até a liberação dos órgãos competentes, sob pena de interdição judicial. A empresa já havia suspendido todas as atividades no mesmo dia do acidente e estava com toda a documentação em dia.
A recomendação também prevê o envio à Promotoria de Justiça, em até cinco dias, de relação nominal completa de empregadas e empregados (funcionários, terceirizados, estagiários, voluntários e pessoas vinculadas à empresa por qualquer meio), com informação sobre o estado de saúde, em caso de envolvimento ou participação no dia do acidente, e a divulgação em meios acessíveis (site oficial e comunicados) de informações claras e acessíveis sobre riscos residuais, medidas de segurança adotadas e canais de contato para a população.
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Na segunda-feira (18) foi instaurado pela Promotoria de Justiça inquérito civil para investigação sobre as causas e responsabilidades pela explosão ocorrida no dia 12 de agosto, sendo encaminhados ofícios e pedidos de informações aos diversos órgãos envolvidos com as apurações.
A Polícia Científica do Paraná (PCPPR) e o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) encontraram cerca de mil vestígios que devem levar à identificação das nove vítimas da explosão na fábrica Enaex Brasil, ocorrida na última terça-feira (12), em Quatro Barras. O material catalogado está sendo analisado em laboratórios do Estado e os perfis do DNA dos familiares já estão estabelecidos no sistema da Polícia Científica.

Todos os vestígios coletados na área foram encaminhados à Polícia Científica, encarregada da análise, com apoio das polícias de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A Polícia Civil também solicitou à Enaex um relatório técnico detalhado com informações sobre os materiais utilizados no processo de produção e os protocolos de armazenamento adotados. A expectativa é que o documento contribua para esclarecer as causas do acidente.
Simultaneamente, a Polícia Científica faz a triagem dos vestígios encontrados no local. O material recolhido passa por análises de DNA nos laboratórios do Estado, etapa fundamental para a identificação das possíveis vítimas.