Pular para o conteúdo

Usuários reclamam de falta de testes para Covid-19 e gripe em USs de Curitiba

Secretaria Municipal de Saúde diz que é preciso apresentar alguns sintomas para fazer a testagem, e que isso faz parte do protocolo, mas que não faltam testes

Usuários reclamam de falta de testes para Covid-19 e gripe em USs de Curitiba
Prefeitura explicou como funciona o protocolo de testagem para os usuários da rede de saúde | Foto: Tami Taketani/Plural.

A chegada do inverno aumenta os casos de gripe e Covid-19 e, por consequência, o fluxo de pacientes que buscam atendimento em Unidades de Saúde (US) de Curitiba. Na última semana, usuários procuraram o Plural e relataram falta de testes para as doenças nos postos do Boqueirão e da Ouvidor Pardinho, mas, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), existe um protocolo para testagem.

Segundo a pasta, atualmente estão disponíveis mais de 5,8 mil testes de Covid-19 nas unidades e há outros 7 mil em estoque. “Para a Covid-19, os testes estão disponíveis em todas as Unidades de Saúde da rede municipal para os pacientes que se enquadram nos critérios definidos pelo protocolo, como os grupos de maior risco para complicações, como gestantes, idosos e imunodeprimidos”, destacou a SMS. A pasta foi questionada sobre o número de testes feitos nas USs, mas não informou.

Hospital de Clínicas da UFPR já recebeu quase o dobro de pacientes com SRAG em relação a 2025
Índice de pacientes não vacinados contra gripe caiu um pouco, mas segue alto

Já no caso da gripe (influenza), como não há notificação compulsória da doença, não há testes disponíveis nas unidades de saúde. “O monitoramento da circulação do vírus é realizado por meio da vigilância sentinela. Em Curitiba, as UPAs Campo Comprido, Cajuru e CIC funcionam como Unidades Sentinelas e coletam, semanalmente, amostras de pacientes para envio ao Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), permitindo acompanhar quais vírus respiratórios estão circulando na cidade”, detalhou a prefeitura.

Protocolo

O teste de Covid-19 é aplicado seguindo o protocolo que adota sinais de alerta para realizar o atendimento.

Se o paciente apresenta dificuldades ou esforço para respirar, pressão baixa, pele pálida ou arroxeada, sinais tromboembólicos, sonolência, confusão mental ou letargia, convulsões e vômitos são sinais de alerta. Neste caso, é possível acionar a Central Saúde já ou procurar o posto de saúde. “Nesses serviços, profissionais avaliam os sintomas, definem o tratamento, verificam a necessidade de exames e orientam o paciente sobre os cuidados em casa e os sinais que indicam retorno ao serviço de saúde”, detalha a Secretaria de Saúde.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

Todos os artigos

Gostou desta reportagem?

Considere pagar um café para Aline Reis e apoiar o jornalismo independente do Plural. Aponte a câmera do seu banco para o QR Code ou faça um Pix de qualquer valor para a chave abaixo.

32885173000120

Mais em Curitiba

Ver todos

Mais de Aline Reis

Ver todos

De nossos parceiros