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Desembargador concede prisão domiciliar para Jorge Guaranho, que matou tesoureiro do PT em 2022

Decisão foi tomada um dia depois de Guaranho ser condenado a 20 anos de prisão

Desembargador concede prisão domiciliar para Jorge Guaranho, que matou tesoureiro do PT em 2022
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O desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), determinou nesta sexta-feira (14) que o ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado na quinta-feira (13) a 20 anos de prisão pela morte do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, em 2022, cumpra a pena em prisão domiciliar com monitoramento de tornozeleira eletrônica.

Scaff acatou o pedido da defesa de Guaranho. "Assim, ao que parece, o paciente continua muito debilitado e com dificuldade para se deslocar em razão da enfermidade e das lesões que o acometem, logo, por ora, chega-se à ilação de que sua prisão domiciliar não colocará em risco a sociedade ou o cumprimento da lei penal", afirmou o magistrado na decisão que concedeu o habeas corpus. Ele citou ainda a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica).

"Dessa forma, observando-se os critérios da necessidade e da adequação, neste momento, concedo a ordem para o fim de manter a prisão domiciliar do paciente na Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, com monitoramento eletrônico, autorizando-se apenas o deslocamento para tratamento médico, devendo o paciente previamente comunicar a central de monitoramento, fixando-se ainda as seguintes medidas cautelares diversas da prisão previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal".

O desembargador determinou que o condenado só poderá sair de casa para "Comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz da execução, para informar e justificar suas atividades". O magistrado determinou ainda "Proibição de se ausentar do domicílio, exceto para tratamento médico, para evitar o risco de novas infrações, devendo informar ao juízo seu domicílio no local de julgamento"; "Proibição de manter contato com qualquer pessoa ou testemunha relacionada com a ação penal"; e "Proibição de ausentar-se da Comarca de Curitiba".

No julgamento desta semana, o júri entendeu que Guaranho agiu com motivações políticas ao matar Arruda, que comemorava sua festa de aniversário de 50 anos, no dia 9 de julho de 2022, com uma decoração alusiva ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele teria deixado a mulher e a filha em casa e voltado armado ao clube onde a festa acontecia. Ao ler a sentença na quinta-feira, a juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler disse que o réu havia sido "egoísta e egocêntrico, desrespeitoso com a opinião e posição do outro".

O Plural tenta contato com o advogado Daniel Godoy, que atuou como auxiliar da acusação em nome da família de Marcelo Arruda.

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José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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