A prefeitura de Curitiba autorizou no dia 4 de setembro cinco dispensas de licitação para serviços de microdrenagem e recuperação de vias, no valor total de R$ 3.331.386,01. Os serviços foram divididos em cinco protocolos e três empresas foram selecionadas. Juntas, elas têm outros contratos no valor de R$ 20,4 milhões com a prefeitura, contratados por concorrência ou pregão eletrônico.
As contratações foram feitas por meio da Secretaria de Governo Municipal (SGM). Segundo a Secretaria, não houve possibilidade de continuidade dos contratos anteriores em razão de penalidades administrativas aplicadas às empresas contratadas. A SGM afirmou que os serviços foram divididos por corresponderem a cinco lotes, com áreas distintas de atendimento e necessidade de equipes próprias.
Empresas contratadas emergencialmente
Cazamusa Construção Civil – Protocolo 84/2026 – R$ 745.890,85
Cazamusa Construção Civil – Protocolo 89/2026 – R$ 803.267,07
DMAV Construtora – Protocolo 88/2026 – R$ 869.184,85
Escave Locação e Serviços – Protocolo 87/2026 – R$ 456.521,62
Escave Locação e Serviços – Protocolo 86/2026 – R$ 456.521,62
A DMAV Construtora tem dois contratos vigentes com a prefeitura, no valor de total de R$ 3.802.030,8o. O valor do primeiro é de R$ 2.582.830,80, com vigência entre 12 de maio de 2026 e 12 de maio de 2027. Foram pagas cinco parcelas no valor de R$ 215.235,90, totalizando R$ 1.076.179,50. A empresa foi contratada para manutenção, conservação e adequação de sistemas de drenagem.
O segundo, também com vigência de um ano, passou a valer em 27 de julho e prevê o pagamento de R$ 1.219.200,00. A prefeitura pagou três parcelas de R$ 101.600,00, total de R$ 304,8 mil por serviços de microdrenagem e recuperação de base na malha viária com utilização de retroescavadeira.
A Cazamusa Construção Civil tem mais oito contratos com a prefeitura, somando R$ 12.132.052,82. Deste total, R$ 5.646.879,6o são referentes à "prestação de serviços de drenagem e complementares". Os outros R$ 6.485.173,22 estão previstos em cinco contratos para implantação de quadra de tênis e parquinho, reforma de praça e instalação de pontes, entre outros.
Um contrato com a Cazamusa, no valor de R$ 774.809,29 e com vigência até janeiro de 2027, previa "contratação de empresa de engenharia para execução de obra civil de edificação para funcionamento da estação de bombeamento do Rio Pinheirinho e afluentes". No dia 10 deste mês, a prefeitura publicou o edital do Pregão Eletrônico 127/2026 da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP), para contrata uma empresa especializada em vigilância, monitoramento e operacionalização da estação.

Já a Escave Locação e Serviços tem três contratos em andamento, no total de R$ 4.499.562,37, nenhum deles para serviços de drenagem. As contratações para serviços de carga, descarga e transporte de artefatos de concreto, entulhos e terra foram feitas em 2023 e prorrogados por meio de 16 aditivos.
O total em contratos vigentes das três empresas com a prefeitura é de R$ 20.433.645,99.
Nova licitação
Segundo a SGM, as contratações anteriores – como o Pregão Eletrônico 012/2026, que levou à contratação da DMAV Construtora para prestação de microdrenagem, não poderiam ser utilizados para os serviços emergenciais contratados. Além da DMAV, contratada por R$ 1.219.200,00, o Pregão 012/2026 selecionou a Evento Construtora de Obras (R$ 1.210.627,32) e a Almeia Araújo Construção Civil (R$ 1.094.992,56 .
"O Pregão 112/2025 é um procedimento iniciado em 2025, anteriormente aos fatos que deram origem às contratações emergenciais. Os três contratos decorrentes desse pregão tiveram início em julho de 2026 e atendem áreas distintas daquelas que posteriormente demandaram as cinco contratações emergenciais", diz a nota enviada pela Secretaria.
A contratação deste mês foi feita de forma emergencial em função do período de chuvas, segundo a CGM, e é temporária, pois foi aberta uma nova licitação. "Trata-se de serviço essencial para o escoamento das águas pluviais, cuja insuficiência de cobertura pode gerar riscos à infraestrutura urbana, à segurança viária e à mobilidade. Somou-se a isso a proximidade do período de maior incidência de chuvas, entre setembro e março, quando há potencial aumento das demandas relacionadas ao sistema de microdrenagem, reforçando a necessidade de reposição das equipes".
A SGM afirmou que foi feita uma pesquisa de mercado para a seleção das empresas. "Os quantitativos foram definidos considerando a necessidade mínima de reposição da cobertura e a priorização das áreas de maior criticidade, limitando a contratação emergencial ao estritamente necessário. Os preços foram obtidos por meio de pesquisa de mercado e análise das propostas recebidas, considerando a vantajosidade, a capacidade operacional das empresas e a disponibilidade para início dos serviços". A Secretaria não informou quais empresas foram punidas administrativamente, nem os motivos.
