Plural doClima · Curitiba

Curitiba sob emergência climática

Curitiba aprendeu a se ver como uma cidade planejada, verde e preparada. Mas a emergência climática exige mais do que reputação, e os dados mostram uma cidade menos pronta do que a propaganda sugere. O Plural doClima reúne quatro décadas de dados públicos sobre o clima da cidade — de governos, da ciência e de organizações da sociedade civil — e os traduz em reportagem. Ao fim da leitura, você vai entender os riscos e ter uma ferramenta para cobrar quem decide.

Nas últimas décadas, os dias em Curitiba ficaram mais quentes. A temperatura mais alta registrada a cada dia, na média do ano, subiu de forma estatisticamente comprovada. A chuva, antes relativamente previsível, passou a oscilar entre secas e dilúvios sem padrão claro. A vegetação nativa foi cedendo espaço para uma cidade cada vez mais impermeável. E alagamentos, enxurradas, vendavais e deslizamentos se tornaram mais comuns. Segundo o Atlas Digital de Desastres, quase metade de todos os registrados em Curitiba desde 1992 aconteceu apenas em 2023 e 2024.

01
O clima já mudou?
Temperatura e chuva nas séries históricas
02
Quais riscos a cidade enfrenta?
Os indicadores de risco climático até 2050
03
Onde Curitiba está mais exposta?
Os desastres já registrados
04
Quem contribui para o problema?
O perfil de emissões de Curitiba
05
O que ainda protege a cidade?
Vegetação nativa e áreas verdes
06
O que dá para fazer?
Caminhos e como cobrar quem decide
Foto de abertura — acervo Plural
Noite chuvosa em Curitiba. Foto: Tami Taketani / Plural
Temperatura · 1980–2025

A CIDADE FRIA QUE NÃO É MAIS TÃO FRIA

A temperatura máxima média de Curitiba subiu cerca de 0,8 °C em 45 anos, uma alta pequena na média anual. Como a temperatura varia muito de um ano para outro, os pesquisadores usam um cálculo para saber se uma subida assim poderia ser só oscilação normal ou se é uma tendência real. Nesse caso, a chance de ser coincidência é menor que 0,1%: a cidade está de fato mais quente. O aquecimento, porém, não aparece onde se imagina. Os dias de calor extremo não estão ficando mais frequentes. Quem está esquentando são as noites: o calor da cidade se concentra nas temperaturas mínimas, não nas máximas do meio-dia.

+0,8 °C
na máxima média em 45 anos — tendência confirmada, com menos de 0,1% de chance de ser acaso
~145
dias quentes por ano, sem tendência de alta
+0,45 °C
nas noites: a mínima média da última década ante os anos 1980
{{ tempTitle }}
{{ tempChart }}
A linha fina mostra a temperatura de cada ano, que naturalmente sobe e desce. A linha grossa suaviza esses altos e baixos tirando a média dos últimos 5 anos — é ela que revela a subida lenta e contínua por trás das oscilações. Fonte: CHIRTS-ERA5.
Dias de calor extremo por ano, desde 2000
{{ heatChart }}
Um dia conta como de calor extremo quando fica entre os 10% mais quentes já registrados em Curitiba entre 1981 e 2010 — ou seja, mais quente que 9 de cada 10 dias daquele período de referência. O número oscila ao redor de 145 por ano, sem tendência de alta. 2024 foi um pico isolado, com 186 dias, e 2025 já voltou à média. Fonte: CHIRTS-ERA5.
O calor curitibano é noturno
Os dias de calor extremo não aumentaram. O que subiu foi a temperatura mínima, a das madrugadas. Noite quente é a que não deixa o corpo se recuperar do dia: o efeito pesa sobre idosos, crianças e quem mora em casas mal ventiladas, e passa despercebido em uma cidade que se acostumou a se pensar fria. Alterne para "Mínima (noite)" no gráfico acima para ver essa curva.
Precipitação · 1981–2025

Não chove menos. Chove de um jeito mais difícil de prever

Ao contrário da temperatura, o total de chuva de Curitiba não tem tendência nenhuma. Em 45 anos, a variação de longo prazo é estatisticamente indistinguível de zero, com 95% de chance de qualquer inclinação ser apenas ruído. O que define o regime de chuva da cidade não é chover mais ou menos, e sim a volatilidade: anos de seca e anos de excesso se alternam com saltos bruscos, o tipo de instabilidade que pega cidades despreparadas no contrapé.

1.566 mm
de chuva por ano, em média (desvio de ±265 mm)
1.240 mm
separam o ano mais seco (1985) do mais chuvoso (1983)
Sem tendência
o volume anual de chuva não subiu nem caiu de forma consistente em 45 anos
{{ rainTitle }}
{{ rainChart }}
{{ rainCaption }} Fonte: CHIRPS.
Enchente em Curitiba em 2018
Leia no Plural · Cidade
Quais são os lugares de Curitiba mais sujeitos a alagamentos?
Pesquisadores da PUCPR mapeiam, com dados da população, as áreas mais vulneráveis às chuvas. Set 2025 →
Enchente em Curitiba em 2018. Foto: Valdecir Galor/SMCS
Foto: chuva em Curitiba — acervo Plural
Tempestade em Curitiba. Foto: Tami Taketani / Plural
Emissões · Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) · 2007–2024

O que Curitiba faz para esquentar o planeta

Em 2024, Curitiba lançou na atmosfera 2,7 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, uma medida que soma todos os gases de efeito estufa e os converte no impacto correspondente de gás carbônico. É o segundo maior volume entre os municípios do Paraná, atrás apenas de Araucária, que abriga a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras. 

Dividido pelos 1,77 milhão de habitantes do Censo, dá cerca de 1,5 tonelada por pessoa no ano — abaixo da média brasileira e mundial, o esperado para uma cidade sem desmatamento em larga escala, sem lavoura extensa e sem indústria pesada. 

O retrato importante está na composição: o transporte rodoviário responde sozinho por 57% de tudo o que a cidade emite. Somando trilhos e aviação, o transporte chega a dois terços. A cidade-modelo do transporte público tem nas ruas o coração do seu problema climático.

2,7 Mt
de CO₂e emitidos em 2024 — 2º maior volume do Paraná
57%
vêm só do transporte rodoviário: 1,5 milhão de toneladas
1,5 t
por habitante ao ano, abaixo das médias brasileira e mundial
{{ emisTitle }}
{{ emisChart }}
Energia (inclui transporte) Resíduos Uso da terra e floresta Agropecuária Uso da terra e agropecuária somam menos de 1% — por isso quase não aparecem.
{{ emisCaption }} Fonte: plataforma SEEG, consulta em set/2026.
Os maiores emissores do Paraná em 2024
Milhões de toneladas de CO₂e. Curitiba em destaque.
{{ r.name }}
{{ r.val }}
Território · MapBiomas · Coleção 10 · 1985–2024

A floresta que sobrou começou a encolher

Em quase 40 anos, a área urbana de Curitiba cresceu mais de 10 mil hectares — cerca de 100 km², mais que o dobro da Cidade Industrial, o maior bairro da cidade — e hoje cobre 74,9% do município, um dos maiores índices entre as capitais. Por muito tempo esse avanço não veio das matas, e sim da agropecuária, das antigas chácaras e pastagens dentro da cidade. Mas a vegetação nativa perdeu 40% da área em quatro décadas, e o corte segue ano a ano: no dado consolidado mais recente, de 2022, foram 55 hectares de floresta suprimidos (mais de um terço do Parque Barigui) contra 88 em recuperação — um saldo cada vez mais apertado para o maior ativo ambiental da cidade.

74,9%
do município já é área urbana, um dos maiores índices entre capitais
5.666 ha
de floresta restante (nativa + regenerada) em 2024
-40%
de vegetação nativa desde 1985: de 5.881 para 3.539 hectares
Como o território se dividiu, de 1985 a 2024
Escala vertical em milhares de hectares (o município tem 43,5 mil ha ao todo). A faixa da cidade avança sobre a da agropecuária; a vegetação nativa encolhe na base; a faixa fina é a mata em recuperação.
{{ landChart }}
Área urbana Agropecuária e outros Vegetação nativa Mata regenerada
Fonte: MapBiomas, Coleção 10.
O ponto de virada: desmatamento × regeneração
Hectares por ano, dado consolidado até 2022. Verde acima: mata que voltou. Laranja abaixo: mata perdida. Fonte: MapBiomas, Coleção 10.
{{ fluxChart }}
Mata nativa, 3.539 ha (8,1%). A floresta que nunca foi derrubada desde 1985. É a mais rica em biodiversidade, protegida sobretudo em parques e fundos de vale.
Mata regenerada, 2.127 ha. Áreas desmatadas que se recuperaram sozinhas. Mais jovem e frágil, leva décadas para recuperar a riqueza de uma floresta madura. Já é quase 40% de toda a cobertura florestal.
A mata nativa cortada não volta como era: cada hectare de floresta madura suprimido é substituído, na melhor hipótese, por mata jovem, que leva décadas para recuperar a mesma riqueza. Por isso o saldo apertado de 2022 — 88 ha recuperados, 55 perdidos — importa mais do que parece. Os dados de transição do MapBiomas estão consolidados até 2022.
Módulo urbano · MapBiomas · Coleção 10 · 1985–2024

A expansão urbana avançou sobre as áreas mais baixas de Curitiba

Toda cidade tem terrenos baixos, na beira de rios e córregos, para onde a água tende a ir quando chove demais. O módulo urbano do MapBiomas mede quanto da cidade foi construída nesses terrenos, e o retrato de Curitiba revela um alerta: em 2024, dado mais recente, 9.015 hectares de área urbanizada tinham diferença vertical de até 3 metros em relação à drenagem natural mais próxima. São áreas potencialmente mais vulneráveis a enchentes, alagamentos e inundações. 

Em 1985 eram 6.200 hectares: nas últimas quatro décadas, essa ocupação cresceu 45%. Enquanto isso, o verde dentro da malha urbana avançou em ritmo menor: a área urbanizada vegetada aumentou 25%, de 2.047 para 2.552 hectares — metade da taxa de expansão da área urbanizada, que foi de aproximadamente 50%.

O módulo também mapeia as favelas — as áreas urbanizadas dentro dos perímetros oficiais de Favelas e Comunidades Urbanas delimitados pelo IBGE. Elas mais que dobraram em quatro décadas, de 520 hectares em 1985 para 1.202 em 2024, e seguiram crescendo mesmo nos anos em que a área construída da cidade como um todo desacelerou. A maior parte está em terreno plano e baixo, potencialmente mais exposto a alagamentos, e cerca de 155 hectares ficam em encostas com declividade acima de 10%, onde o risco associado é o de deslizamento. É o retrato de quem ocupa a terra que sobra: a população mais vulnerável vive onde o clima tende a apertar primeiro.

O que cresceu onde, desde 1985
Mil hectares, escala comum. A linha da área construída sobe rápido; a da ocupação em áreas baixas acompanha; a do verde urbano quase não sai do lugar.
{{ urbanChart }}
Área construída Urbano em área baixa (até 3 m da drenagem) Verde urbano Favelas
Fonte: módulo urbano do MapBiomas, Coleção 10.
O crescimento das favelas, 1985–2024
Área total em hectares. A faixa mais escura é a parcela em encosta (declividade acima de 10%). Fonte: módulo urbano do MapBiomas, Coleção 10.
{{ slumChart }}
+131% de crescimento da área de favelas desde 1985 — mais que o dobro do ritmo da área construída da cidade como um todo no mesmo período (+50%).
As favelas são onde o alagamento, o calor sem sombra e o deslizamento encontram menos defesa. Por isso, investir em drenagem, arborização e moradia nesses territórios é a forma mais eficaz de proteger quem corre mais risco.
Da doClima · Arborização urbana
Guias indicam quais árvores plantar em cada região do Brasil
Coletânea do MMA traz espécies nativas por estado e diretrizes para a arborização das cidades. →
Risco projetado · AdaptaBrasil/MCTI

O que o futuro reserva, e onde a cidade está mais exposta

O AdaptaBrasil, sistema do Ministério da Ciência e Tecnologia, projeta como os riscos climáticos de cada município devem evoluir até 2050. Para Curitiba, um indicador se destaca pela velocidade do agravamento: o estresse hídrico, que sai de risco médio hoje para alto já em 2030. A capital ecológica pode enfrentar a água como seu maior desafio climático.

Cada risco resulta de três fatores: a ameaça climática (o quanto o clima projetado favorece o problema), a exposição da população e da infraestrutura, e a vulnerabilidade, que considera a capacidade do município de responder. Clique em qualquer linha para abrir essa decomposição. Inundações e deslizamentos aparecem com índice final próximo de zero, mas a ameaça e a exposição estão entre as mais altas da cidade; o que derruba o número é a capacidade de resposta atribuída ao município no modelo. O histórico de 2023 e 2024 mostra que o risco é real.

Escala Muito baixo Baixo Médio Alto Muito alto
Indicador
Hoje
2030
2050
{{ r.name }}{{ r.sector }}
{{ r.nowTxt }}
{{ r.p30 }}
{{ r.p50 }}

{{ r.desc }}

{{ r.compHeader }}
{{ c.name }}
{{ c.txt }}
{{ r.compNote }}
{{ riskFootnote }} Valores de 0 a 1, onde 1 é o risco máximo. Fonte: AdaptaBrasil/MCTI. Onde aparece "sem projeção", o AdaptaBrasil publica as projeções daquele indicador em cenários e horizontes diferentes de 2030/2050 — é o caso dos índices de segurança energética (acesso e disponibilidade) e da integridade do bioma. Para manter a comparação simples e homogênea, optamos por exibir aqui apenas os indicadores projetados para 2030 e 2050. O símbolo ⚠ marca indicadores cujo índice final ficou baixo apesar de ameaça e exposição altas; esses casos não devem ser lidos como ausência de risco. Dados do AdaptaBrasil podem apresentar defasagem frente a registros municipais mais recentes.
Histórico de impactos · S2ID / Defesa Civil

Quando o extremo deixou de ser exceção

O Atlas Digital de Desastres no Brasil, que reúne os registros oficiais da Defesa Civil, contabiliza 25 desastres em Curitiba desde 1992, quase todos ligados à água. O dado mais revelador está no quando: doze deles, quase metade da série histórica, aconteceram apenas em 2023 e 2024. A curva de eventos extremos disparou exatamente quando as projeções diziam que dispararia.

12 de 25
desastres aconteceram apenas em 2023 e 2024
2.900
pessoas desabrigadas, somadas as ocorrências (mais 2.223 desalojadas)
129 mm
caíram em um só fim de semana de dezembro de 2024
Desastres registrados por ano
Barras em vinho escuro: 2023 e 2024. Clique em um ano com registro para ver os eventos. Seis registros de 2023 e 2024 aparecem apenas como "Outros": a base pública não detalha que tipo de ocorrência foi — todos tiveram poucas pessoas afetadas (entre 6 e 35 desalojados). Fonte: S2iD / Atlas Digital de Desastres.
{{ disChart }}
{{ ev.date }} · {{ ev.grupo }}
{{ ev.desc }}
{{ ev.impact }}
O que explica o pico de 2023–2024

A disparada não foi coincidência. Entre 2023 e 2024, o Paraná esteve sob um El Niño de forte intensidade, que aqueceu o Oceano Pacífico e bagunçou a circulação da atmosfera sobre o Sul do Brasil. Setembro de 2023 foi o mês mais quente em Curitiba em 80 anos. O El Niño deixa a chuva mais irregular: longos períodos secos seguidos de temporais intensos. Em dezembro de 2024, um único fim de semana despejou 129 mm sobre a cidade, com alagamentos em 23 bairros.

O El Niño é um gatilho natural e temporário. Mas ele age sobre uma cidade que já vinha esquentando e impermeabilizando seu solo — inclusive sobre os 9 mil hectares construídos em áreas baixas, mais vulneráveis a alagamentos. É a soma desses fatores que transforma um evento de chuva em desastre.

No Plural · Cidade
Chuva forte causa alagamentos no Centro e em bairros de Curitiba
Nov 2024 →
No Plural · Vizinhança
Pesquisadores simulam a área de enchentes do RS sobre o mapa de Curitiba
Mai 2024 →
Jornalismo de soluções · Caminhos possíveis

O que Curitiba pode fazer

Os riscos deste painel já têm respostas conhecidas, testadas em outras cidades e recomendadas pela literatura técnica. São frentes de trabalho que dependem de planejamento, orçamento e acompanhamento público para sair do papel.

Soluções baseadas na natureza em cidades europeias
Água e drenagem
  • Proteger mananciais e recuperar fundos de vale
  • Ampliar soluções baseadas na natureza e reduzir a impermeabilização do solo
  • Atualizar os planos de drenagem e monitorar as áreas que alagam com frequência
  • Integrar dados de chuva, Defesa Civil e obras públicas num só sistema
doClima · case real: soluções baseadas na natureza →
Refúgios climáticos de Barcelona
Calor urbano
  • Ampliar a arborização nos bairros com menor cobertura verde
  • Criar refúgios climáticos e sombrear pontos de ônibus e áreas de circulação
  • Adaptar escolas, unidades de saúde e equipamentos públicos ao calor
  • Rever materiais urbanos que intensificam as ilhas de calor
doClima · case real: os abrigos climáticos de Barcelona →
Plantio de árvores reduz mortes por calor
Saúde e calor extremo
  • Reforçar a vigilância de arboviroses e usar dados climáticos para antecipar períodos de risco
  • Integrar saúde, saneamento e meio ambiente
  • Melhorar a comunicação pública nos picos de risco
  • Proteger as populações mais vulneráveis ao calor
doClima · case real: mais árvores, (bem) menos mortes por calor →
Pontos de ônibus climatizados de Madri
Emissões e mobilidade
  • Acelerar um transporte coletivo limpo e eficiente
  • Reduzir a dependência do carro e melhorar ciclovias e caminhabilidade
  • Eletrificar as frotas públicas
  • Integrar planejamento climático e mobilidade
doClima · case real: os pontos de ônibus climatizados de Madri →
Itinerários frescos de Marselha
Áreas verdes e biodiversidade
  • Proteger a vegetação nativa que resta e restaurar áreas degradadas
  • Conectar parques, rios e fundos de vale em corredores ecológicos
  • Tratar as áreas verdes como infraestrutura de adaptação
  • Monitorar a perda e a recuperação da cobertura natural
doClima · case real: como Marselha constrói resiliência climática →
Ferramenta de cidadania · Cobre quem decide

Transforme os dados em cobrança

Quem mora na cidade tem todo o direito de perguntar o que está sendo feito e de esperar uma resposta. Escolha um dos assuntos que mais preocupam Curitiba e gere uma mensagem pronta, em linguagem simples, contando que você viu esses dados e quer um retorno da prefeitura ou de um vereador.

Para: {{ letterDest }} · Assunto: Clima em Curitiba: {{ letterIssueT }}
{{ letterBody }}
Prefeitura de Curitiba. Central 156: registrar solicitação ↗ · Curitiba Ouve: ouvidoria ↗
Telefone: 156 (capital) · (41) 3074-6300 (região metropolitana)
Câmara Municipal. [email protected] · Fale com a Câmara ↗ · Contato de cada vereador ↗
Telefone: (41) 3350-4500

Os textos são sugestões editáveis. Personalize com seu nome, seu bairro e o que você observa no dia a dia: mensagens pessoais têm mais peso.

Na imprensa · Cobertura do Plural

O clima de Curitiba no jornalismo

Os dados deste painel ganham contexto na reportagem. Acompanhe a cobertura do Plural sobre clima, meio ambiente e cidade. As matérias mais recentes aparecem aqui.

Ver toda a cobertura →
CuritibaApós cortar uma centena de árvores, Pimentel cria comitê para enfrentar mudanças climáticasJun 2026 · Plural → PoderCódigo Florestal enviado por Ratinho Jr. à Alep não tem a palavra ‘clima’Abr 2026 · Plural → PoderCuritiba recebe Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos com pauta de ação climáticaMar 2026 · Plural → SaneamentoCapital com melhor saneamento do Brasil, Curitiba ainda tem 90 mil domicílios com esgoto irregularFev 2026 · Plural → AnáliseO colapso climático chegou, e Curitiba talvez não esteja tão preparadaDez 2025 · Plural → PoderNovo e PL tentam esvaziar a Lei do Clima, mas Câmara de Curitiba aprova projeto da PrefeituraDez 2025 · Plural →
Fontes & método

Tudo aqui vem de dados públicos e reconhecidos

O Plural doClima não produz dados próprios: ele reúne, cruza e traduz bases públicas brasileiras e internacionais. Parte delas é oficial, produzida por governos e agências públicas — como o AdaptaBrasil (MCTI), o Atlas Digital de Desastres (Defesa Civil) e o Censo (IBGE). Outra parte vem de redes científicas e organizações da sociedade civil de referência, como o MapBiomas (rede de universidades, ONGs e empresas de tecnologia), o SEEG (Observatório do Clima) e o Climate Hazards Center da Universidade da Califórnia (CHIRPS e CHIRTS). Todo número deste painel pode ser rastreado até uma das fontes abaixo. As séries históricas vão de 1980 a 2025, conforme a disponibilidade de cada base.

Risco projetado
AdaptaBrasil / MCTI, cenários SSP2-4.5 e SSP5-8.5
Temperatura
CHIRTS-ERA5, série diária 1980–2025
Emissões
SEEG / Observatório do Clima — plataforma consultada em set/2026, série 2007–2024
Território e módulo urbano
MapBiomas, Coleção 10 (10.1), 1985–2024. O site do MapBiomas já exibe a Coleção 11, cujos dados podem diferir ligeiramente; em breve a doClima incorporará a Coleção 11.
Impactos
S2iD / Atlas Digital de Desastres, 1992–2024
População e economia
IBGE, Censo 2022

Nota metodológica. Os índices de risco seguem a lógica do IPCC, combinando ameaça, exposição e vulnerabilidade, em escala de 0 a 1. Dados do AdaptaBrasil podem apresentar defasagem frente a registros municipais mais recentes; por isso cruzamos projeções com o histórico real de desastres. Versão preliminar, em aprimoramento contínuo.

Plural
O Plural doClima é uma ferramenta de utilidade pública criada pela doClima sob medida para o Plural. Une inteligência climática, jornalismo de soluções e a tradução da ciência para colocar os dados do clima a serviço do cidadão de Curitiba. Conheça a doClima →
doClima — Inteligência climática para o Brasil
Conteúdo de caráter informativo, baseado em dados públicos de fontes governamentais, científicas e da sociedade civil. As projeções climáticas envolvem incertezas inerentes aos modelos. Plural doClima · v3.0 · Curitiba · Paraná · 2026