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TRE proíbe Sandro Alex de dizer que Moro não atuou contra desvios no INSS; ex-juiz foi informado sobre fraude em 2019

Candidato do PL foi informado sobre descontos ilegais quando era ministro de Bolsonaro, em maio de 2019

TRE proíbe Sandro Alex de dizer que Moro não atuou contra desvios no INSS; ex-juiz foi informado sobre fraude em 2019
O candidato do PL ao governo, Sergio Moro, em evento de campanha (Foto: Victor Coutant/PL/Divulgação)

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) proibiu a campanha de Sandro Alex (PSD) ao governo de acusar que o candidato do PL, Sergio Moro, de não ter atuado contra as fraudes no INSS quando era ministro da Justiça e Segurança Pública do então presidente Jair Bolsonaro. Moro foi informado sobre descontos ilegais em 2019. A Polícia Federal estima que R$ 6,3 bilhões foram descontados indevidamente de aposentados entre 2019 e 2024.

A Justiça Eleitoral determinou que a campanha do PSD retirasse do horário eleitoral gratuito uma propaganda segundo a qual Sergio Moro "sabia da fraude do INSS e não atuou para impedir”. De acordo com a assessoria de Moro, foi a segunda condenação pelo mesmo motivo – a propaganda também foi veiculada no dia 31 de agosto.

Reunião em julho de 2019

No dia 30 de julho de 2019, quando era ministro da Justiça, Moro esteve reunido com o diretor-executivo do Procon-SP, Fernando Capez, com o então presidente do INSS, Renato Vieira, e com secretário nacional do consumidor, Luciano Timm. Capez apresentou uma lista de seguradores, empresas de serviços e instituições financeiras suspeitas.

Moro tomou conhecimento de fraudes no INSS em 2019, quando era ministro de Bolsonaro
Em nota, senador afirmou que entidades foram descredenciadas após denúncia do Procon-SP

O Procon-SP informou que havia feito mais de 16 mil atendimentos referentes a descontos irregulares praticados por dez entidades desde 2017. A lista de entidades foi encaminhada à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça.

Questionado sobre o assunto em setembro do ano passado, Sergio Moro informou por meio de sua assessoria que "as principais entidades envolvidas em reclamações e citadas no ofício do PROCON/SP foram descredenciadas pelo INSS em 30/07/2019 (DOU 01/08/2019), ou seja, antes mesmo da reunião mencionada no referido documento".

Ele afirmou que, após o descredenciamento, houve redução dos descontos "de R$ 64 milhões para R$ 37 milhões mensais" e que a Senacon abriu "processos administrativos contra as dez principais empresas que figuravam nas reclamações dos consumidores e foi celebrado convênio entre a Senacon e o INSS para aprimorar a fiscalização e impedir práticas abusivas".

Em 2023, no governo Lula (PT), a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou a suspensão dos acordos com entidades que apresentavam indícios de irregularidades. Onze entidades foram consideradas suspeitas. Quatro delas firmaram Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS entre 1994 e 2017; cinco entre 2021 e 2022, no governo de Jair Bolsonaro; e uma em 2023, primeiro ano do governo Lula.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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