A Prefeitura de Curitiba vai entregar a uma empresa contratada a operação da estação de bombeamento do Rio Pinheirinho, um dos equipamentos usados pela cidade no controle de cheias. O Pregão Eletrônico 127/2026, publicado no Diário Oficial do Município de quinta-feira (10) pela Secretaria Municipal de Obras Públicas, contrata empresa especializada em vigilância, monitoramento e operacionalização da estação. As propostas são recebidas até as 9h55 de 25 de setembro, com disputa de lances na sequência.
Chama atenção o desenho da contratação: a operação de um equipamento de infraestrutura hídrica aparece agrupada com a vigilância patrimonial, num mesmo objeto. O aviso não traz o valor estimado nem informa o prazo do contrato. É um dos três atos de drenagem que a Secretaria de Obras publicou nos últimos dias.
R$ 6,69 milhões em tubos e bueiros
Na sexta-feira (11), a mesma secretaria publicou oito atas de registro de preços, resultantes do Pregão Eletrônico 97/2026, somando R$ 6,69 milhões em artefatos de concreto. A maior parte do material é de drenagem.
O maior contrato é com a Tubos Palmeira, de Palmeira, nos Campos Gerais, que registrou R$ 4,25 milhões apenas em tubos de concreto armado. São dezesseis itens, de 40 centímetros a 2,20 metros de diâmetro. Os maiores, de 2,20 metros, somam 400 unidades e custam R$ 2.380 cada. Também estão na lista 1.000 tubos de 1,50 metro e outros 1.000 de 1,20 metro.
A Colombo Indústria de Tubos entrou com mais R$ 352 mil em tubos. A Spazio registrou R$ 561 mil em canais monobloco autolimpantes, aqueles instalados no nível do piso, com grelha embutida. A Técnica Blocos, com R$ 526 mil, fornece ralos, meias-canas, canaletas, colarinhos e meios-fios. A Blockeng, com R$ 348 mil, inclui bocas de lobo, lajotas e piso drenante. A Concreleal registrou R$ 47 mil em tampões de bueiro.
Duas das oito atas não são de drenagem: a Precisão Serviços Terceirizados fornecerá R$ 517 mil em guarda-corpos de concreto, e a Faler Blocos, R$ 97 mil em blocos e tampões.
As atas valem por um ano, prorrogável por mais um, e podem ser usadas também pela Secretaria do Governo Municipal e pela Secretaria de Segurança Alimentar, que participaram do pregão. Vale lembrar que uma ata de registro de preços não é uma compra: ela fixa preço e fornecedor para que a prefeitura peça o material quando precisar, sem obrigação de comprar tudo.
Também na sexta-feira, a Secretaria de Obras abriu a Concorrência Eletrônica 31/2026 para contratar empresa de engenharia que vai implantar sistema de drenagem nas ruas Olegário Maciel e Marcos Baggio, no bairro Fazendinha. A disputa está marcada para as 9h40 de 30 de setembro, em empreitada por preço unitário e critério de menor preço.
O aviso publicado não informa o valor estimado nem o prazo de execução.
O calendário
Os três atos saíram na mesma semana, em setembro, quando a estação chuvosa de Curitiba está começando. Pela média histórica do Instituto Nacional de Meteorologia, os meses de outubro a março concentram a maior parte da chuva do ano na capital, e outubro sozinho recebe 160,7 milímetros.
Considerando os prazos de disputa, julgamento, homologação e assinatura, nenhum dos três contratos deve estar em operação antes de outubro. No caso da obra da Fazendinha, com disputa em 30 de setembro, a execução tende a avançar para dentro do verão.