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Moradores do Fazendinha reclamam de enchentes constantes; prefeitura anuncia licitação de obra

Edital prevê investimento de R$ 1,8 milhão em novas galerias pluviais nas ruas Olegário Maciel e Marcos Baggio para reduzir alagamentos.

Moradores do Fazendinha reclamam de enchentes constantes; prefeitura anuncia licitação de obra
Obras de implantação de sistema de drenagem devem acontecer nas ruas Olegário Maciel e Marcos Baggio. Foto: Tami Taketani / Plural
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No dia 9 de setembro de 2026, a Secretaria Municipal de Obras Públicas publicou o Edital de Concorrência Eletrônica 031/2026. O documento corresponde à licitação para contratação de empresa de engenharia responsável pela implantação de sistema de drenagem nas ruas Olegário Maciel e Marcos Baggio, ambas localizadas no bairro Fazendinha, com valor estimado em R$ 1.887.141,17.

As obras foram justificadas por meio de parecer da Procuradoria-Geral do Município, baseado em Estudo Técnico Preliminar que aponta insuficiência das galerias existentes para atender à demanda de escoamento. O estudo recomenda novas galerias pluviais com soluções de retenção e infiltração, como drenos, calçadas drenantes e bacias de detenção, alinhadas às diretrizes de drenagem urbana sustentável, visando reduzir o pico de vazão e mitigar alagamentos a jusante.

Rio Barigui passa por trechos importantes do bairro | Foto: Tami Taketani / Plural

Para quem vive na região, não é novidade que o sistema de drenagem do bairro, principalmente na área próxima ao rio, é insuficiente. “Aqui o problema não vai ser resolvido, a prefeitura não consegue resolver. Porque o nosso rio é manso, não tem caída, é um rio plano. Então é lógico aumenta o nível de água e chega num lugar onde a água não vai mais, ele vai nivelando e por isso alaga. Já tem uma laje de pedra aqui embaixo, tem manilha e tudo, só que o não dá conta da água”, afirma seu Antônio Gomes, morador da região há 27 anos.

Em 1999, quando construiu sua casa, seu Antônio fez a residência a cerca de 2 metros do chão. Na época, recebeu a informação de outros moradores de que a região alaga e, seguindo essa orientação, ergueu a casa mais alta do que a rua. A última vez que a Rua Olegário Maciel registrou um forte alagamento foi em fevereiro deste ano, quando a garagem de um prédio no subsolo ficou completamente inundada. Já nas chuvas da última segunda-feira (21), os estragos foram menores na estofaria de seu Antônio: não houve alagamento, mas o granizo danificou o telhado.

Dona Elenice Maria de França, que mora há 40 anos no bairro, costuma avaliar pelo bueiro em frente à sua casa se a rua vai alagar ou não. “A gente fica assistindo quando está muita chuva, a gente olha o bueiro. Quando ele chega até a boca a gente já fica preparado porque já sabe. Olha a boca do bueiro e depois a esquina e já dá para saber que vai alagar e já começamos a erguer as coisas.”

As últimas chuvas não causaram grandes estragos, mas há dois anos a água chegou à altura das janelas, obrigando-a a substituir móveis de madeira por móveis de cimento. “Fiz meu guarda-roupa de cimento, eu não aguentava mais trocar o móvel. A gente erguia tudo, quer dizer, tentava, chega uma hora que não tem mais onde colocar os móveis. Cheguei a perder uma máquina de lavar roupa uma vez quando a água chegou na altura da janela”, relata.

Embora os alagamentos tenham afetado o bairro por muitos anos, na esquina entre as ruas Olegário Maciel e Marcos Baggio, onde funciona uma escola de música, o problema já diminuiu bastante. “Trabalho aqui tem vários anos né, e aqui a questão assim, vários anos atrás a gente tinha bastante problema quando chovia demais. Enchia a rua mesmo, enchia de água e começava a entrar água aqui pro lado de dentro. Não vou saber com exatidão o período, mas foram feitas várias reformas no asfalto e de certo modo sanou o problema. Agora, mesmo que chova bastante, não aconteceu de entrar água na escola de música. A rua chega a ter água, mas não passa muito da altura do meio-fio e nem chega a entrar na escola”, conta Júlio Prestes, professor de música.

Obras de drenagem

A sessão para a concorrência da licitação está marcada para 30 de setembro na plataforma e-Compras. O prazo de vigência do contrato será de 210 dias, contados a partir da assinatura, enquanto o prazo de execução da obra será de 120 dias após a expedição da Ordem de Serviço.

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Além desta concorrência, a Prefeitura de Curitiba já havia autorizado, no início de setembro, outras cinco licitações para serviços de microdrenagem e recuperação de vias, no valor total de R$ 3.331.386,01.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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Assuntos: Curitiba

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