Pular para o conteúdo

Após votação do IPTU, vereador deve deixar a base de Pimentel na Câmara de Curitiba

O reajuste do IPTU poderá chegar a 18%, mais o IPCA referente à inflação do período, nos exercícios de 2026 a 2029

Após votação do IPTU, vereador deve deixar a base de Pimentel na Câmara de Curitiba
Publicado:

O vereador Lórens Nogueira (PP) deverá deixar a base de apoio ao prefeito Eduardo Pimentel (PP) na Câmara Municipal de Curitiba. O motivo seria a insatisfação com a votação da correção do IPTU em regime de urgência, no último dia 8 – ele votou contra o projeto enviado pela Prefeitura. O vereador confirmou ao Plural que deverá deixar a bancada, mas preferiu não comentar o assunto. Ele deverá se pronunciar oficialmente nesta quarta (17).

O projeto que corrige os valores do IPTU tramitou em regime de urgência e teve apenas 11 votos contrários contra 27 favoráveis. Entre os que costumam votar alinhados com a Prefeitura, foram contrários (além de Lórens Nogueira) Bruno Secco (Republicanos), Da Costa (União) e João Bettega (União).

Justiça autoriza médica boliviana a trabalhar em Colombo
Trabalhadora passou em um PSS, mas prefeitura não a contratou porque ela não possui documento de quitação eleitoral por ser estrangeira

Laís Leão (PDT) e Marcos Vieira (PDT), que não integram a base nem a bancada de oposição, também votaram contra. Os demais que foram contrários à proposta integram a oposição: Angelo Vanhoni (PT), Camilla Gonda (PSB), Giorgia Prates (PT), Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT).

O reajuste do IPTU poderá chegar a 18%, mais o IPCA referente à inflação do período, nos exercícios de 2026 a 2029. A Prefeitura diz prever que cerca de 80% dos imóveis da cidade terão o IPTU o corrigido apenas pela inflação (de dezembro de 2024 a novembro de 2025). Imóveis com valorização superior à correção pela inflação ou com alteração de dados cadastrais terão correção do IPTU superior à indicada pelo IPCA. O limite será de 18% mais a variação da inflação, exceto quando o valor ajustado for inferior a R$ 290.

Um dos pontos mais criticados pela oposição é que a dispensa de aprovação do Legislativo até 2029. Nos próximos quatro anos, caberá à Prefeitura determinar os índices de reajuste, sem necessidade de avaliação pelos vereadores.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

Todos os artigos

Mais em Câmara de Curitiba

Ver todos

Mais de José Marcos Lopes

Ver todos

De nossos parceiros