O vereador Lórens Nogueira (PP) deverá deixar a base de apoio ao prefeito Eduardo Pimentel (PP) na Câmara Municipal de Curitiba. O motivo seria a insatisfação com a votação da correção do IPTU em regime de urgência, no último dia 8 – ele votou contra o projeto enviado pela Prefeitura. O vereador confirmou ao Plural que deverá deixar a bancada, mas preferiu não comentar o assunto. Ele deverá se pronunciar oficialmente nesta quarta (17).
O projeto que corrige os valores do IPTU tramitou em regime de urgência e teve apenas 11 votos contrários contra 27 favoráveis. Entre os que costumam votar alinhados com a Prefeitura, foram contrários (além de Lórens Nogueira) Bruno Secco (Republicanos), Da Costa (União) e João Bettega (União).

Laís Leão (PDT) e Marcos Vieira (PDT), que não integram a base nem a bancada de oposição, também votaram contra. Os demais que foram contrários à proposta integram a oposição: Angelo Vanhoni (PT), Camilla Gonda (PSB), Giorgia Prates (PT), Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT).
O reajuste do IPTU poderá chegar a 18%, mais o IPCA referente à inflação do período, nos exercícios de 2026 a 2029. A Prefeitura diz prever que cerca de 80% dos imóveis da cidade terão o IPTU o corrigido apenas pela inflação (de dezembro de 2024 a novembro de 2025). Imóveis com valorização superior à correção pela inflação ou com alteração de dados cadastrais terão correção do IPTU superior à indicada pelo IPCA. O limite será de 18% mais a variação da inflação, exceto quando o valor ajustado for inferior a R$ 290.
Um dos pontos mais criticados pela oposição é que a dispensa de aprovação do Legislativo até 2029. Nos próximos quatro anos, caberá à Prefeitura determinar os índices de reajuste, sem necessidade de avaliação pelos vereadores.