A Câmara de Curitiba aprovou nesta segunda-feira (08) a correção do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) em 2026. Aproximadamente 80% dos contribuintes terão o valor corrigido em até 18% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O texto tramitou em regime de urgência e segue para o segundo turno de votação nesta terça-feira (09).
O projeto aprovado prevê que dos 980 mil imóveis de Curitiba, 135 mil serão isentos da cobrança (por terem área construída de até 70 m² e valor venal de até R$ 232 mil), 784 mil terão o imposto corrigido pelo IPCA e só os demais, aproximadamente 61 mil, serão atingidos pela correção da Planta Genérica de Valores (PGV).

A trava do reajuste via PGV, que diferencia imóveis por padrão, faz com que os 18% sejam aplicados apelas para padrão superior, que também terão correção da inflação.
O vereador Serginho do Posto (PSD), líder do governo, chamou a trava de “justiça fiscal” e destacou que 135 mil imóveis ficarão isentos. .
Votaram a favor da revisão da PGV Andressa Bianchessi (União), Beto Moraes (PSD), Bruno Rossi (Agir), Carlise Kwiatkowski (PL), Delegada Tathiana (União), Eder Borges (PL), Fernando Klinger (PL), Guilherme Kilter (Novo), Hernani (Republicanos), Indiara Barbosa (Novo), Jasson Goulart (Republicanos), João da 5 Irmãos (MDB), Leonidas Dias (Pode), Meri Martins (Republicanos), Nori Seto (PP), Olimpio Araujo Junior (PL), Pier Petruzziello (PP), Rafaela Lupion (PSD), Renan Ceschin (Pode), Rodrigo Marcial (Novo), Sgto. Tânia Guerreiro (Pode), Serginho do Posto (PSD), Sidnei Toaldo (PRD), Tiago Zeglin (MDB), Tico Kuzma (PSD), Toninho da Farmácia (PSD) e Zezinho Sabará (PSD).
A oposição, por sua vez, criticou a tramitação em regime de urgência. Foram contra a proposta Angelo Vanhoni (PT), Bruno Secco (Republicanos), Camilla Gonda (PSB), Da Costa (União), Giorgia-Prates - Mandata Preta (PT), João Bettega (União), Laís Leão (PDT), Lórens Nogueira (PP), Marcos Vieira (PDT), Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT).

Para a vereadora Professora Ângela, falou debate. “[A proposta] não penaliza quem acumula terra”, disse.
Giorgia Prates afirmou que o projeto do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) pode causar aumento no IPTU para pessoas de baixa renda, inclusive para quem paga aluguel.
A estimativa apresentada pelo Executivo mostra que a atualização da PGV deve elevar a arrecadação do IPTU nos próximos anos, mas a trava de majoração — que impede que a atualização plena do valor venal seja cobrada integralmente ao contribuinte muda o valor.
Pelos cálculos oficiais, cerca de R$ 134 milhões em 2026 deixarão de ser lançados justamente por causa desse limitador, com reduções proporcionais em 2027 (R$ 95,1 mi) e 2028 (R$ 69 mi). Se não fosse a trava, a arrecadação decorrente da revisão da PGV seria o dobro.