15 out 2021 - 8h00

Machismo – uma praga que não tem fim

Como noticiou o Plural, “quem tem voz nos partidos do Paraná são os homens. Só há mulheres em 11% dos cargos de liderança”

E vale destacar do texto da matéria: “Ainda que a diversidade de gênero tenha se tornado um assunto recorrente no debate público, as mulheres continuam sendo minoria nos cargos de direção dos partidos no Paraná. Segundo levantamento realizado pelo Plural com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, dos 77 membros que ocupam os principais cargos de direção estadual nos partidos, nove são mulheres”.  

– Para a advogada Carla Karpstein, especialista em Direito Eleitoral, os partidos políticos apresentam um círculo vicioso, onde as mulheres compõem os diretórios partidários, mas são esquecidas durante as eleições para a comissão executiva, os cargos de liderança.  

– É importante pontuar que feminismo não é o oposto de machismo, pois o machismo é uma construção social que promove e justifica atos de agressão e opressão contra as mulheres. Já o feminismo, conforme mencionamos, é o movimento social que luta contra as manifestações do machismo na sociedade.  

– Nos últimos anos, observa-se uma demanda crescente das mulheres pela participação política, mas essa movimentação não se reflete na composição dos partidos, o que revela um sintoma da desigualdade de gênero que contribui para que pautas de conquista e manutenção de direitos das mulheres não sejam discutidas.  

Dilma presidente  

E, no meio da leitura, há quem tenha voltado no tempo: Dilma Vana Rousseff, uma economista, filiada ao Partido dos Trabalhadores, tornou-se a 36.ª presidente do Brasil, tendo exercido o cargo de 2011 até seu afastamento por um nebuloso, e com apoio do PIG, o Partido da Imprensa Golpista, processo de impeachment em 2016. Foi a 7.ª eleição presidencial após a promulgação Constituição de 1988. Dilma Rousseff obteve mais de 54 milhões de votos. Venceu o segundo turno com 51,64% dos votos válidos, fazendo com que a eleição fosse considerada a mais acirrada após a redemocratização, que sepultou o golpe civil-militar de 64.  

Ganhou, mas…  

Ainda sobre a vitória de Dilma: em um bar muito frequentado do Juvevê, em Curitiba, na reta final da apuração, todo mundo de olho na TV, há quem tenha ouvido um enfático comentário de um sujeitinho quando Dilma Vana Rousseff foi proclamada eleita:  

– Ganhou, mas não vai assumir. Tem 1.200 soldados prontos para impedir a posse.  

Isso mesmo, não uma tropa ou batalhão, mas exatos 1.200 soldados. E não era o tal do Jair, mas, certamente, um futuro bolsominion…  

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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