22 ago 2021 - 8h00

5 lições sobre comunicação, estratégia e liderança

A forma como nós e as nossas empresas nos comunicamos impacta diretamente no modo como somos percebidos

Toda pessoa que ocupa um cargo de liderança em uma empresa ou em uma comunidade utiliza a sua comunicação de forma estratégica. Nada é por acaso.

Em 1960 John Kennedy e Richard Nixon disputavam a eleição presidencial nos Estados Unidos. Nas primeiras pesquisas Nixon, um político experiente e conhecido pelo eleitorado americano, aparecia em primeiro lugar. Mas tudo mudou na noite de 26 de setembro de 1960.

Naquele dia, Kennedy e Nixon protagonizaram o primeiro debate exibido pela televisão. Quando Kennedy entrou no estúdio de TV era um jovem praticamente desconhecido e tinha pouco a seu favor se comparado ao vice-presidente norte-americano Richard Nixon. Mas quando saiu do debate, depois de quase 1 hora, John Kennedy era uma estrela. Algumas semanas depois, Kennedy foi eleito o 44.° presidente norte-americano.

A pergunta é: o que aconteceu com Kennedy foi sorte? Não! Foi preparo!

A verdade é que Nixon não deu muita importância ao debate televisivo. Fez campanha até poucas horas antes do início da transmissão, recusou o uso de maquiagem na TV. Parecia abatido, cansado e inseguro. Não sabia para onde deveria olhar ao responder as perguntas.

Já Kennedy havia ensaiado exaustivamente seu discurso e para onde olharia, em que momentos iria sorrir e como deveria se movimentar. Antes do debate preparou com muito cuidado seu visual. A cor do terno foi escolhida para que ele se destacasse no cenário. A maquiagem e o cabelo pareciam impecáveis.

Durante o debate Nixon enfatizou números, estatísticas, falava de uma maneira pouco acessível – parecia técnico, distante e frio. Kennedy falava para ser compreendido e transmitia uma imagem de juventude e modernidade.

Nixon se recuperou nos debates seguintes, e muitos dizem que ele até foi melhor no segundo e terceiro, mas nada apagava a imagem que havia ficado na cabeça das pessoas após o primeiro debate.

Já se passaram 60 anos deste episódio. Mas ele continua muito atual.

A forma como nós e as nossas empresas nos comunicamos impacta diretamente no modo como somos percebidos pelo outro, e como o outro reage em relação a nós: se confiam no que dizemos, se compram nosso produto ou serviço, se querem ou não se relacionar conosco.

Como diz o ditado: “Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros e os idiotas não aprendem nunca”. Partindo do princípio que se você chegou até aqui é porque está disposto a aprender com o erro alheio, separei 5 lições a partir dessa breve história envolvendo Nixon e Kennedy.

Primeira lição:

A nossa comunicação precisa ser coerente. Precisamos ter coerência entre aquilo que fazemos, os nossos valores e a forma como nos comunicamos. Então, reflita sobre a imagem que você transmite quando se comunica – será que ela está alinhada aos seus valores e objetivos? Será que ela reflete quem você é?

Segunda lição:

A importância da primeira impressão. Levamos milésimos de segundo para causar uma primeira impressão e se ela for negativa, pesquisas mostram que levamos, em média 6 meses para desfazer essa má impressão.

Terceira lição:

Cuidado com o que você diz. Cada um de nós tem uma determinada forma de ver o mundo. Declarações que podem ser vistas com bons olhos por determinados grupos podem ser consideradas negativas por outros. Tenha consciência sobre o que você fala ou publica nas redes sociais. Avalie as reações das suas publicações.

Quarta lição:

Comunicação não é só o que eu falo é o que você entende. Por melhor que tenha sido a sua intenção se o outro não conseguiu compreender você e perceber essa intenção, sua comunicação falhou – seja em uma palestra, vídeo ou em uma conversa.

Quinta lição:

Preparo e estratégia são fundamentais para que possamos conquistar nossos objetivos. Quando você é convidado para uma apresentação ou vai apresentar a sua empresa para um potencial cliente, você se prepara com antecedência? Como escolhe as informações que irá divulgar? Quais resultados espera obter? Você tem os resultados que procura? Se não, é hora de rever a forma como você se comunica.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

Radiocaos Fosfórico

Neste episódio os textos e ideias combustíveis de Trin London, Merlin Luiz Odilon, Menotti Del Picchia, Alana Ritzmann, Otto Leopoldo Winck, Gabriel Schwartz, Cyro Ridal, Robson Jeffers, Guilherme Zarvos, Carlos Careqa, Clarice Lispector, Luciano Verdade, Giovana Madalosso, Charles Baudelaire, Arnando Machado, Edilson Del Grossi, Francisco Cardoso, Liliana Felipe, Valêncio Xavier, Carlos Vereza, Ícaro Basbaum, Mauricio Pereira, Mano Melo, Monica Prado Berger, Amarildo Anzolin, Antonio Thadeu Wojciechowski, Marcelo Christ Hubel, Cida Moreira, entre outros não menos carburantes.

Redação Plural.jor.br