12 abr 2022 - 8h30

Uma perspectiva da educação pós-pandemia

Com a fronteira da educação, entre os países, cada vez mais acessível por meio da internet, de projetos entre setor privado e governos e de instituições internacionais e governos, os ideais da Unesco se aproximam da concretude

Em um mundo crescente de complexidade e fragilidade, repensar a educação básica ou de nível superior é algo que muitas instituições vêm fazendo para se prepararem para o mundo pós-pandemia.

Uma delas é a Unesco, que estabeleceu, em 2019, um comitê para reavaliar como o conhecimento e o aprendizado podem desenvolver o futuro da humanidade.

Com a fronteira da educação, entre os países, cada vez mais acessível por meio da internet, de projetos entre setor privado e governos e de instituições internacionais e governos, os ideais da Unesco se aproximam da concretude.

Desta forma, nove ideias foram trazidas à mesa, gerando impactos positivos no futuro da educação, com base na Agenda 2030 de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

  1. Comprometimento em fortalecer a educação como um bem comum. A educação é o principal fator de combate às desigualdades. 
  2. Expandir a definição do direito à educação para abordar a importância da conectividade e do acesso ao conhecimento e à informação. A comissão apela para uma discussão pública global sobre as formas de ampliar este direito.
  3. Valorizar a profissão do docente e a colaboração destes profissionais. Houve notável inovação nas respostas dos educadores à crise do covid-19. Muitos agindo de forma resiliente junto a suas comunidades. Porém, muitos ainda enfrentaram dificuldades críticas. Em uma entrevista, o ex-BBB Arthur Piccoli disse que: “uma publi de cerveja rendeu mais que 5 anos do meu salário como professor”. É incomparável a distância entre as condições de trabalho e salariais de muitos educadores com outras profissões, no Brasil.
  4. Promover a participação e o direito de estudantes, jovens e crianças. A justiça e os princípios democráticos devem nos obrigada a priorizar a participação de estudantes e jovens nas mudanças desejadas.
  5. Proteger os espaços sociais fornecidos pelas escolas à medida que transformamos a educação. Com os avanços da tecnologia e a mudança das formas de se educar, a escola passa do espaço físico para algo mais amplo, uma vivência coletiva, mas que ainda deve ser preservada.
  6. Disponibilizar tecnologias gratuitas e de código aberto para professores e alunos. O Google tem oferecido várias plataformas educacionais gratuitas. Mas o mercado da educação deve ser preservado também.
  7. Garantir a alfabetização científica dentro do currículo. Este é o momento certo para profunda reflexão sobre o currículo, particularmente enquanto lutamos contra a negação do conhecimento e combater ativamente a desinformação.
  8. Proteger o financiamento nacional e internacional da educação pública. Parcerias comerciais ou sem fins lucrativos em prol do desenvolvimento da educação global.
  9. Avançar a solidariedade global para acabar com os atuais níveis de desigualdade. A empatia ao entender as situações por diversas perspectivas.
Foto: Pexels.

Em todos os níveis, de estudantes a educadores, de governos e entidades públicas a empresas e profissionais da área educacional, o debate e o engajamento em como preparar a geração que está na escola hoje para o amanhã é um verdadeiro desafio. Mas, cada vez mais, o engajamento entre o público e o privado, os aprendizados e trocas globais podem promover a capacitação de todas as pontas envolvidas.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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