7 dez 2021 - 8h00

Como será o Novo Ensino Médio em 2022?

Mudança aprovada em 2017 começará a valer para alunos a partir do 1.° ano do ensino médio de escolas públicas e privadas do país

Já matriculou seu filho na escola para 2022? Com certeza, a expressão “itinerários formativos” estava na pauta da apresentação da escola. Essa é uma das grandes mudanças que o ensino médio passará no próximo ano. A Lei do Novo Ensino Médio foi aprovada em 2017 e começará a valer para alunos a partir do 1.° ano do ensino médio de escolas públicas e privadas do país. Em 2023, todas essas atualizações serão obrigatórias.

Mas quais serão as mudanças? A Base Comum Curricular (BNCC), até o momento, tinha como foco as disciplinas individuais. Com a mudança, o conteúdo será divido em áreas do conhecimento, muito semelhante ao que já ocorre no ENEM, tais como:

  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias
  • Matemática e suas Tecnologias
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
  • Linguagens e suas Tecnologias

A Lei n.º 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabeleceu uma mudança na estrutura do Ensino Médio, ampliando o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais (até 2022). Além de definir uma nova organização curricular, mais flexível e que contemple uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a oferta de diferentes optativas aos estudantes, que são os itinerários formativos, com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional.

A mudança tem como objetivos garantir a oferta de educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e de aproximar as escolas à realidade dos estudantes de hoje, considerando as novas demandas e complexidades do mundo do trabalho e da vida em sociedade. Os itinerários formativos são o conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras atividades voltadas para a preparação dos alunos para o mercado de trabalho, que os estudantes poderão escolher cursar no ensino médio.

Com as disciplinas integradas, o aluno terá o limite de até 1.800 horas ao longo dos 3 anos do ensino médio para concluir a grade de estudo, que oferece maior aplicação prática da vida real.

Este novo sistema que o Brasil passará a oferecer é similar ao de outros países, como Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos. Esta formação oferece um potencial de escolha tremenda ao aluno, que enxergará os itinerários como uma forma de encontrar seu cerne, algo que lhe dê um norte sobre alguma futura carreira que venha a seguir.

Tais itinerários podem ser síncronos ou assíncronos. E há ainda oportunidades de oferecere-los por meio de instituições internacionais que já, inclusive, traduziram suas aulas de formação em carreiras específicas para o português. Dando chance aos alunos, que ainda desenvolveram a segunda língua durante o ensino médio, a participarem e também possibilitando uma maior inclusão dos estudantes.

Se a sua escola ainda não comentou sobre os itinerários formativos, mande mensagens aqui ao jornal Plural, pois nós podemos orientar quanto a algumas opções. E se você quer ter acesso a itinerários formativos internacionais, tanto em inglês quanto em português, com foco em carreiras do futuro, Indústria 4.0, ou carreiras globais, com certeza temos muito o que conversar.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias