Vereadores negam repúdio à flexibilização do comércio em Curitiba | Plural
13 Maio 2020 - 15h17

Vereadores negam repúdio à flexibilização do comércio em Curitiba

Câmara rejeitou o protesto por 31 votos a 2. Vereador Colpani (PSB) disse que Greca merece “pedido de desculpas”

Os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) negaram a moção de repúdio à flexibilização dos comércios não essenciais em Curitiba. O requerimento foi apresentado pela vereadora Professora Josete (PT), que diz acreditar que o afrouxamento do isolamento social pode comprometer o combate ao coronavírus na cidade.

Ao todo, 16 vereadores se revezaram para debater essa proposta. A moção de repúdio acabou rejeitada, recebendo apenas dois votos favoráveis e 31 contrários. A própria oposição ficou dividida na matéria, já que apenas Professora Josete e a vereadora Maria Letícia (PV) votaram favoravelmente ao protesto.

O 1.º Secretário da Câmara, vereador Colpani (PSB), disse que estava constrangido com a votação do requerimento de Josete. Segundo ele, os parlamentares deveriam apresentar uma “moção de louvor de aplausos” ou até um “pedido de desculpas” para o prefeito Rafael Greca (DEM) e à secretária municipal da Saúde, Marcia Huçulak.

O vereador afirmou na sessão que não era hora de fazer política. Jairo Marcelino (PSD) manifestou a mesma opinião e foi além, destacando que se dependesse dele, o requerimento não teria ido para votação. “Tem vereadora que toma um litro de vinagre, daquele bem vagabundo, de manhã, quando sai de casa para poder ficar bem azeda na sessão”, declarou.

Sendo um requerimento, a votação do repúdio poderia ter sido simbólica, como recomenda o regimento interno da Câmara, mas acabou sendo nominal por causa de pedido do vereador Tico Kuzma (Pros).

Para o líder do prefeito, vereador Pier Petruzzielo (PTB), Curitiba tem colhido os frutos das ações da população. Segundo ele, o número baixo de casos de covid-19 na cidade se deve às medidas de isolamento social adotadas pela população. No entanto, o isolamento social vem diminuindo gradativamente na capital, que está abaixo dos 50%.

De acordo com Pier, a prefeitura nunca se omitiu quanto à abertura ou fechamento do comércio. Ele argumenta que o prefeito Greca sempre se baseou nos decretos do governador Ratinho Júnior (PSD) para tomar decisões. Além disso, o vereador ressalta que há um clamor popular para a reabertura de shoppings, academias e salões de beleza.

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