Ratinho é pressionado para dar subsídio a outras cidades | Jornal Plural
28 fev 2019 - 0h00

Ratinho é pressionado para dar subsídio a outras cidades

Benefício dado a Greca faz outras cidades pressionarem Ratinho por subsídio igual

Toda cidade de médio ou grande porte tem problemas para sustentar seu transporte coletivo. E o subsídio que Rafael Greca (PMN) recebeu de Ratinho Jr. (PSD) para evitar uma passagem cara demais é o sonho de todo prefeito.

Por isso, bastou o anúncio de que a capital receberia R$ 150 milhões do governo do estado para que outras cidades do Paraná começassem a chiar: por que só para Curitiba e não para o interior?

No dia seguinte ao anúncio, vereadores de Ponta Grossa já se movimentavam, pedindo apoio aos deputados da região, para conseguir subsídio ao transporte da cidade.

Os deputados de Londrina, enciumados, também acham que a segunda maior cidade do estado é merecedora da mesma atenção. Em entrevistas ao repórter Rafael Costa, da Folha de Londrina, Thiago Amaral, Tercílio Turini e Cobra Repórter pediram que Ratinho fizesse algo semelhante pela região.

Em princípio, porém, Ratinho não parece disposto a fazer o mesmo por todas as cidades grandes. Até porque, se fosse atender a todos os pedidos, o rombo no cofre do governo poderia facilmente passar de meio bilhão de reais.

O discurso é o de que Curitiba tem linhas integradas com a região metropolitana, que é de responsabilidade do governo.

Dá para quem quer

A tradição do subsídio nos últimos anos tem sido a de dar dinheiro apenas para a capital. E apenas quando o prefeito é amigo do governante de plantão. Estilo inventado por Beto Richa (PSDB), que salvou assim Luciano Ducci (PSB) do caos em 2011.

Richa, no governo, financiou o transporte com doações milionárias a seu ex-vice. Mas, curiosamente, cessou o repasse quando Gustavo Fruet (PDT), seu desafeto, chegou à prefeitura. Bastou Rafael Greca (PMN) vencer a eleição, porém, e em 2017 o subsídio voltou, magicamente.

Por essas e por outras, alguns deputados também pressionam para que as regras do jogo sejam claras – “republicanas”, como está na moda dizer. Ou seja, o que vale para um prefeito, tem que valer para todos; o que vale para uma cidade, tem que valer para todas, e assim por diante.

Quem insistiu nessa tese na semana foi o deputado Goura (PDT), não por acaso correligionário de Fruet. “Não dá para a cidade ficar refém das intenções políticas de cada governante”, afirmou.

Últimas Notícias