Projeto prevê religiosos "furando fila" da vacina em Curitiba | Jornal Plural
3 maio 2021 - 15h20

Projeto prevê religiosos “furando fila” da vacina em Curitiba

Projeto foi apresentado pelo vereador Toninho da Farmácia, da bancada evangélica

Um projeto protocolado na Câmara de Curitiba prevê que líderes religiosos e sacerdotes terão preferência na fila da vacinação contra a Covid-19. O projeto foi apresentado pelo vereador Toninho da Farmácia (DEM), que integra a bancada evangélica.

A proposta de “furar a fila” para religiosos já foi aprovada na vizinha São José dos Pinhais. O projeto de Toninho prevê que os líderes religiosos (que, segundo ele, deveriam incluir não apenas padres e pastores, mas outras categorias como “anciãos”) tenham prioridade em todas as campanhas de vacinação do município.

Para isso, bastaria que o religioso conseguisse “apresentar comprovante de endereço da instituição religiosa a qual pertence ou, sendo o caso, do contrato de aluguel devidamente assinado por duas testemunhas, com reconhecimento de firma das partes envolvidas”, segundo a justificativa.

“Este grupo, diariamente lida de forma direta com muitas pessoas enfermas, uma vez que é procurado por estas para auxílio espiritual. Com isso, são colocados em situação de vulnerabilidade e risco ao contágio de inúmeras doenças, inclusive a atual Covid-19”, afirma Toninho no projeto.

Curitiba ainda não conseguiu vacinar nem mesmo todos os idosos; entre os grupos que não estão incluídos como prioritários estão os professores, que estão enfrentando salas de aula e um risco diário de contaminação.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

2 comentários sobre “Projeto prevê religiosos “furando fila” da vacina em Curitiba

  1. Além de se acharem “seres especiais”, vem com o apelo de “suporte espiritual”, mas os céticos, ateus ou racionalistas sabem muito bem que é para “manterem o gado crédulo”. Os eventos físicos tem uma poderosa capacidade de manipulação nesse tipo de situação de forte apelo meramente emocional, que é a fé. Muitos crédulos possivelmente passaram a não ser tão fanatizados, até poderão estar no rol dos quem não creem, ao menos com fé. Coisa que os déspotas mais detestam. Querem povo gado.
    Obs.: é tanta hipocrisia e dissonância cognitiva no meio que… Onde está o Grande Fantasmão que é Deus para proteger os “ungidos”? Na hora da pandemia, o que vale agora é a Ciência, não?

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