Execução semanal do hino de Curitiba pode ser obrigatória nas escolas municipais | Jornal Plural
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18 mar 2019 - 20h29

Execução semanal do hino de Curitiba pode ser obrigatória nas escolas municipais

Os vereadores da Câmara de Curitiba aprovaram em 1º turno, o projeto que torna obrigatória a execução semanal do hino de Curitiba nas escolas municipais.

Os vereadores de Curitiba aprovaram nesta segunda-feira (18) o projeto que muda de mensal para semanal a frequência da execução obrigatória do Hino de Curitiba nas escolas municipais. A lei já prevê que o hino nacional seja entoado toda semana e o Hino à Bandeira, uma vez a cada dois meses. A proposta também pede que o Hino do Paraná passe a ser executado uma vez por bimestre.

Segundo o projeto, os alunos precisam ficar em fila, em posição de sentido Estudantes não podem usar bonés, lenços ou chapéus na cabeça Para o autor, vereador Rogério Campos (PSC), a iniciativa serve para resgatar o sentimento de pátria, civismo e recuperar certos valores, como o respeito e a educação. Segundo ele, o patriotismo deve sempre estar presente nas vidas dos curitibanos.

Campos fez questão de ressaltar que apresentou o projeto em 2017. O resultado da votação no 1º turno foi de 23 votos favoráveis e nenhum contrário. O debate retorna ao plenário nesta terça-feira (19) e, se for aprovado, segue para sanção do prefeito Rafael Greca (PMN).

MEC e a polêmica dos hinos

Em fevereiro, o Ministério da Educação enviou um e-mail para as escolas de todo o país pedindo a leitura de uma carta do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, orientando para que os responsáveis nas escolas executassem o Hino Nacional e filmassem as crianças no ato. A mensagem foi classificada pelo MEC como de “cumprimento voluntário”.

O recado do ministro colombiano seria lido para os alunos pouco antes da execução do hino. Outra polêmica é que a carta enviada terminava com o slogan do governo de Jair Bolsonaro (PSL) “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”. Dias depois, o MEC voltou atrás em relação ao pedido e Vélez reconheceu o erro publicamente.

A carta foi alvo de críticas de educadores e juristas, motivando um processo de apuração pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e uma representação de parlamentares ao Ministério Público Federal (MPF).

 

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