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Após pressão popular, Copel suspende demolição de casas em Tamandaré

Remoção de aproximadamente 170 famílias do Parque São Jorge foi suspensa por 60 dias

Após pressão popular, Copel suspende demolição de casas em Tamandaré
Moradores fizeram ato nesta terça na frente da prefeitura (Reprodução/Facebook)
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A Copel suspendeu nesta terça-feira (22), por 60 dias, a demolição de aproximadamente 170 casas no Parque São Jorge, em Almirante Tamandaré. A decisão foi anunciada após reunião com moradores da região, nesta terça. A ação de reintegração de posse começou na semana passada, após uma decisão da 2ª Vara Cível de Almirante Tamandaré que autorizava a companhia a desocupar a área.

Em comunicado divulgado nesta terça, a gerente do Departamento de Gestão Imobiliária da Copel, Luciana Borges Pereira, informou que a decisão foi tomada para “mitigar, dentro do possível, eventuais impactos sociais da execução da medida”. Até a semana passada, 48 famílias tinham recebido ordem de despejo. Pelo menos cinco casas já foram demolidas.

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“A Copel comunica que suspenderá, a partir desta data e pelo prazo de 60 dias úteis, medidas relativas ao cumprimento dos mandados em ações de reintegração de posse na área, ficando desde já acordado que o prazo citado poderá ser prorrogado pela Copel por mais 30 dias úteis considerando as circunstâncias dos casos a serem analisados”, diz o comunicado.

Segundo a companhia, a área no município da região metropolitana de Curitiba foi desapropriada em 1978. Na região passa uma linha de transmissão de 31 km de extensão que conecta as subestações Santa Mônica, em Colombo, e Pilarzinho, em Curitiba, em operação desde 2007. De acordo com a Copel, há riscos de segurança e de saúde para a população que vive nesta área.

Antes da reunião que definiu a suspensão das demolições, moradores fizeram um protesto na frente da prefeitura de Almirante Tamandaré. O ato teve as participações do deputado estadual Renato Freitas (PT) e do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR). 

A reunião desta terça teve representantes da Copel e da Polícia Militar. Segundo o líder comunitário Davi Taborda, o próximo passo será buscar uma solução para as cerca de 170 famílias que vivem no local. “É importante que a prefeitura nos ajude a fazer com que essas pessoas tenham o direito delas garantido. Os moradores não podem ficar abandonados”, afirmou Taborda. "Eles chegam com a máquina e mal dá tempo para os moradores pegarem as roupas. Hoje foi um dia muito importante, ganhamos 60 dias, já tinha mais casas para serem demolidas nesta semana".

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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