O deputado estadual Renato Freitas (PT) confirmou nesta quinta-feira (12) que deve ser candidato a deputado federal nas próximas eleições. A candidatura é vista como essencial no petismo: hoje, Renato é visto como o maior puxador de votos para a Câmara dos Deputados no PT paranaense - estima-se que possa vir a fazer mais de 200 mil votos, garantindo sozinho o quociente eleitoral para uma cadeira.
No entanto, a candidatura de Renato enfrenta sérios riscos. O deputado enfrenta sete processos no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa e corre o risco de ficar inelegível caso seja cassado por seus pares. No caso considerado mais grave, o deputado foi filmado numa briga de rua, trocando socos e pontapés com um manobrista. A acusação é de quebra de decoro parlamentar.
Em entrevista, Renato disse que sua luta pelo mandato será "de vida e morte". Desde que se elegeu para seu primeiro mandato como vereador por Curitiba em 2020, o petista tem enfrentado diversos processos de cassação. Chegou a perder o mandato por decisão do plenário da Câmara Municipal, mas conseguiu reverter a decisão na Justiça.
Caso seja cassado por um dos processos de quebra de decoro, o parlamentar fica inelegível. Além disso, Renato não poderia renunciar agora para evitar a cassação - a lei prevê que, depois da abertura de processo no Conselho de Ética, a renúncia já leva, por si só, à inelegibilidade.
Risco para a bancada
O PT paranaense conta desesperadamente com a candidatura de Renato para tentar pelo menos manter o tamanho de sua bancada na Câmara atualmente de cinco deputados. A deputada mais bem votada do partido no Paraná em 2022, Gleisi Hoffmann, já anunciou que, a pedido de Lula, disputará o Senado em outubro - o que diminui significativamente o potencial de voto da legenda.
Caso nem Renato nem Gleisi disputem as eleições para a Câmara, a aposta é que apenas três dos atuais deputados federais se reelegerão. Hoje, ocupam as cinco cadeiras Carol Dartora, Zeca Dirceu, Tadeu Veneri, Welter (suplente de Ênio Verri, que está licenciado para presidir Itaipu) e Lenir de Assis (suplente de Gleisi, que atualmente é ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência).