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Curi e governo Ratinho sinalizam que servidores não terão reposição da inflação

Servidores da Assembleia, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça terão reposição de 5,5%

Curi e governo Ratinho sinalizam que servidores não terão reposição da inflação
O líder da base governista, Hussein Bakri, o deputado Tito Barichello e o presidente da Alep, Alexandre Curi, na sessão desta segunda-feira (4 de agosto). Foto: Valdir Amaral/Alep
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O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (PSD), sinalizou na tarde desta segunda-feira (4) que os servidores estaduais poderão ficar sem a reposição da inflação neste ano. A informação foi dada em entrevista coletiva, antes da sessão de abertura dos trabalhos legislativos no segundo semestre. Curi disse que terá uma reunião com o secretário chefe da Casa Civil do governo de Ratinho Júnior (PSD), João Carlos Ortega, nesta terça (5), mas que em uma “conversa preliminar” foi informado que o Executivo não encaminharia nenhuma proposta de reajuste para a Alep.

Questionado sobre o reajuste, Curi informou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já encaminhou um projeto para repor a inflação com base no IPCA (5,53%), com pagamento retroativo a maio – a data-base dos servidores públicos do Paraná foi no dia 1º de maio. Servidores do Ministério Público do Paraná (MP-PR), do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e da Alep também teriam a reposição da inflação.

“Do governo do estado, a princípio a informação é que não virá esse reajuste, mas eu quero fazer essa reunião como o chefe da Casa Civil (Ortega) para que ele nos informe. A princípio, a informação que nós temos é que não será nem feita (a reposição) da inflação", disse Curi. "Eu não tive essa conversa ainda, mas em uma conversa preliminar, o Poder Executivo não enviaria nem a inflação”.

O Plural entrou em contato com a assessoria da Casa Civil e foi informado que não há nenhuma sinalização de reposição da inflação para os servidores estaduais até o momento.

Em julho, a Alep aprovou o Projeto de Lei 248/2025, que institui a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, sem prever reajuste para o funcionalismo. Segundo o DIEESE-PR, o governo tem margem fiscal de 10% para reajustar os salários, sem ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Líder da bancada governista na Alep, o deputado Hussein Bakri (PSD) não tratou do assunto em seu pronunciamento. "A princípio, não temos nada de mais beligerante para chegar à Casa neste momento. Temos a informação de que, por conta da eleição do ano que vem, alguns ajustes de carreira deverão ser feitos neste ano".

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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