Documentos trazidos à tona nos últimos dias revelam que o vereador Da Costa (Podemos) foi citado num boletim de ocorrência na Polícia Civil do Paraná por suposta violência doméstica. O caso aconteceu em 2016 e jamais foi levado adiante pela polícia. O vereador, que é candidato a deputado federal, diz que a denúncia contra ele é falsa e nega as agressões.
O boletim de ocorrência foi registrado no dia 7 de fevereiro de 2016 na Delegacia da Mulher de Curitiba. Segundo o documento, a denúncia foi feita pela mulher que à época morava com Da Costa à 00h21. Ela registra que naquele momento os dois estavam juntos havia 12 anos.
De acordo com a denúncia, a mulher teria sido insultada com palavras agressivas na frente dos próprios filhos e sido vítima de tapas que chegaram a deixar um hematoma em seu pescoço. Depois disso, segundo o documento, ela "foi ameaçada com uma arma de fogo apontada para a sua têmpora".
Da Costa, que já foi policial militar, teria dito que mataria a mulher e que também mataria outras pessoas da família dela que "estiverem no meu caminho". O boletim registra ainda que a denunciante não pediu medidas protetivas.
Procurado pela reportagem do Plural, Da Costa afirma que "foi uma denúncia falsa, tanto é que ela não representou", referindo-se ao fato de que a denunciante não levou o caso à Justiça. "Nunca respondi nada por isso e o processo foi arquivado na origem. Mas alerto que o processo é sigiloso para proteger a mulher", afirmou.
Da Costa disse ainda ter "todas as provas que demonstraram que o B.O é falso". No entanto, quando solicitado a mostrar essas provas, se negou. "Essas provas expõem a mulher. Por isso não posso te mandar", afirmou.
Em sua campanha, Da Costa tem dito que, caso eleito para o Congresso Federal, proporá leis mais duras para crimes contra a mulher, como o estupro.