Nesta semana a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado, protocolou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com pedido de tutela de urgência, contra influenciadores que querem o fim do voto feminino. Ela pediu a derrubada destes posts de forma imediata.
Segundo o mandato, a ação reúne um conjunto de manifestações publicadas em redes sociais, podcasts e programas nas plataformas digitais que propõem o chamado “voto familiar”, na qual a decisão do homem deve prevalecer sobre a escolha dos candidatos.

"As mulheres conquistaram o direito de votar e de participar da vida política depois de muita luta. Não podemos aceitar que discursos machistas nos levem de volta ao passado ou questionem a nossa capacidade de decidir os rumos do país. Essa página da história já foi virada e não pode ser reaberta. Nós avançamos e não podemos permitir retrocessos", disse Gleisi.
De acordo com a ação movida pela parlamentar, “não se pretende proibir o debate sobre voto, família ou modelos de democracia, mas impedir condutas que possam restringir direitos políticos em razão do sexo, com análise individualizada de cada publicação e respeito à liberdade de expressão”.
