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Após greve dos bancários e bancárias, Caixa recua e chama nova mesa de negociações

Em Curitiba, trabalhadores da ativa e aposentados protestaram em frente à agência da Carlos Gomes

Após greve dos bancários e bancárias, Caixa recua e chama nova mesa de negociações
Antes da mobilização, a Caixa entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) | Foto: Rafaela Santin
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Quem passou pela praça Carlos Gomes, em Curitiba, na manhã desta terça-feira (15) viu centenas de trabalhadores da ativa e aposentados da Caixa em protesto em frente à agência. O ato integra a mobilização nacional pela campanha salarial, que já surtiu resultados aos sindicatos: a Caixa desistiu do dissídio e marcou nova mesa de negociação com os trabalhadores para esta quarta-feira (16).

Em todo Brasil mais de 50 mil, dos 80 mil empregados da Caixa, aderiram à greve, segundo informaram os sindicatos.

"Estamos mapeando as agências que ainda estão abertas, mas o objetivo para amanhã é fechar 100% das agências em Curitiba e RMC. Os erros cometidos ao longo do processo pela Caixa indignaram a categoria e é por isso que temos alta adesão", explicou a presidenta do  Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região, Cristiane Zacarias ao Plural.

Antes da mobilização, a Caixa entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Após a greve, iniciada na quinta-feira (10), houve a mudança da mesa.

Já Samanta Almeida, representante do Paraná nas negociações com a Caixa, falou da conjuntura da greve. "Na pandemia, o banco era presidido por Pedro Guimarães, que anos depois foi afastado por assédio sexual. O presidente da Caixa mudou, mas a gestão não. Carlos Vieira ameaçou dissídio. A gente falou com vocês dos riscos. A Caixa impôs o medo, mas voltou atrás e amanhã tem negociação. Eu espero que amanhã seja negociação e não imposição e eu espero que aqui vocês estejam fazendo greve", disse.

Proposta

A proposta da Caixa prevê prêmio de R$ 3 mil por empregado, com pagamento no dia 18 de setembro e o PRL, além da ampliação do teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%. Também o pagamento dos valores relativos ao PAMS (Programa de Assistência Médico-Supletiva) a partir de 2027 entre outros.

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Para o plano de saúde a mudança proposta seria de R$ 75 para R$ 150 na consulta em pronto-socorro (fora do teto), Isenção de coparticipação em telemedicina, abertura de adesão de 90 dias para titulares que estão fora do plano, teto de coparticipação anual de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar, entre outros.

Esta é a principal insatisfação da categoria. Outro pedido dos trabalhadores é para que que o Saúde Caixa separadamente da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que apresentou a proposta com mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

Clientes

Os clientes da Caixa que precisarem dos serviços devem usar o internet banking ou aplicativo.

O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

 

 

 

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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