Que tal trocar lixo por água? | Jornal Plural
13 jun 2020 - 11h06

Que tal trocar lixo por água?

Ideia leva universitários de Curitiba e Ponta Grossa a vencer competição da Nasa. Projeto conquistou a maior maratona de tecnologia mundial contra a covid-19

Já pensou na possibilidade de, quando colocar o lixo para coleta, receber água potável em troca? Esta é a ideia de seis jovens brasileiros que participaram do maior hackathon (maratona de programação) do mundo contra a covid-19, o Nasa International Space Apps Challenge. O projeto ‘CashBack Water’ conquistou o primeiro lugar na categoria ‘Uma Nova Perspectiva’, envolvendo estudantes universitários de Curitiba, Ponta Grossa, Campinas e Belo Horizonte.

A proposta é distribuir cabines para coleta de lixo em vários pontos das cidades, como parques, região central e bairros periféricos. “Toda vez que alguém colocar o lixo na cabine, nosso aplicativo contabiliza a quantidade e, em troca, a pessoa recebe pontos para trocar por água potável”, explica Iasmim Mariana Costa Galter, estudante de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia.

A solução tecnológica para redução de lixo e distribuição de água foi criada em apenas 48 horas. Segundo Iasmim, um dos objetivos do grupo era mostrar o benefício do contato do homem com a natureza, além de ajudar a vida de pessoas que não têm acesso à água potável, nem oportunidade para separar o lixo.

“Criamos um aplicativo que mostrará onde as cabines estão. Toda vez que o lixo for colocado lá, a informação ficará salva no app. É possível retirar a água ou doar os pontos recebidos para comunidades carentes em todo o mundo.”

A equipe Megazord, autora do trabalho, contou com participação de Heryvelton Martins, estudante de Jornalismo (UEPG); Renato Tomiwaka aluno de Engenharia Civil (Unicamp); Jhuan Montoya, do segundo ano do Ensino Médio e estudante de programação em Minas Gerais; Bárbara Ramos, aluna do curso de Sistemas de Informação (UFMG); Gustavo Serafim, estudante de Administração (FAE-Curitiba) e Iasmin Mariana, que faz Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (UP).

Iasmin Galter, da Universidade Positivo. Foto: Arquivo Pessoal

O Hackathon

O Nasa International Space Apps Challenge foi criado em 2012 e serve como programa de incubação de inovação e participação cívica. Neste ano, ele foi realizado totalmente on-line, nos dias 30 e 31 de maio. Os participantes se envolvem com os dados gratuitos e abertos da Nasa para resolver problemas. Esta edição foi especial e focada em soluções para minimizar a pandemia do coronavírus.

Ao todo, foram 12 desafios propostos nas áreas do Meio Ambiente, Arte e Cultura, Alimentação e Soluções para compreender o impacto da pandemia e o isolamento social. Cada grupo precisou desenvolver uma ideia e criar um protótipo de solução para os problemas propostos.

Além de incentivar os estudantes a criarem soluções para problemas relacionados à covid-19, o hackathon também fez uma ponte entre estudantes de diversas regiões do Brasil. Ninguém se conhecia. Todos se inscreveram individualmente e, por interesses e perfis, formaram as equipes.

“É um salto muito grande saber que apenas no Brasil mais de 500 equipes pensaram em soluções. Toda a organização do evento favoreceu muito, tirando dúvidas e problematizando nossa solução”, percebe Iasmin.  

Como prêmio por vencer uma das categorias, a equipe ganhou uma consultoria em Desenvolvimento de Inovação, com realização de diagnóstico de projeto e inovação.

O grupo ficou tão empolgado com o projeto que, agora, estão conversando e alinhando detalhes para abrir uma startup e colocar a ideia em prática. Para conhecer melhor o projeto, basta acessar o site do projeto ou o Instagram @cashbackwater.

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