25 maio 2022 - 14h52

Queria ter assistido à série “Heartstopper” 20 anos atrás

História de “Heartstopper” trata as descobertas e experiências de jovens LGBTQIA+ de forma leve e romântica

A Netflix anunciou há pouco a renovação do contrato com a série “Heartstopper” para mais duas temporadas. A produção fala sobre as experiências românticas do adolescente gay Charlie (Joe Locke) e do aluno popular Nick Nelson (Kit Connor). É um clichê de dar orgulho. Mas, para o público LGBTQIA+, é uma novidade que fez sucesso.

A série lançada no mês passado esteve entre no top 10 de séries mais acessadas na Netflix em todo o mundo. Nos três primeiros dias de exibição, o público consumiu 14,5 milhões de horas de “Heartstopper”.

LGBTQIA+

“Heartstopper” oferece o que, até hoje, não havia no mercado audiovisual. Faltava uma história que tratasse, de forma leve e romântica, as descobertas e experiências de jovens LGBTQIA+.
Aliás, assistir a essa série me fez voltar no tempo. Há 20 anos, quando eu buscava por filmes ou livros sobre mulheres lésbicas, os relatos eram dos mais chocantes. Não havia final feliz. Entre arrependimento e culpa, a trama seria dolorosa.

Nas novelas brasileiras o tormento era o mesmo. Não me esqueço de “Torre de Babel” (1998), em que Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni) morreram na explosão do shopping Tropical Tower. A ficção já alertava que a vida colorida não seria fácil!

Até pouco tempo, a ficção continuava pesada. Filmes como “Azul é a cor mais quente” (2013) e “Carol” (2015) não me deixam mentir.

Notando a falta de opções no mercado, a escritora e ilustradora inglesa Alice Oseman, de 27 anos, investiu no tema. “Quero que ‘Heartstopper’ inspire os jovens, principalmente os LGBTQIA+, a serem o que quiserem ser e a acreditarem que podem encontrar a felicidade, o amor e a amizade”, disse em entrevista para a Netflix.

“Heartstopper”

Entre os personagens, circulam figuras lésbicas, gays, transexuais e bissexuais. Alice buscou representar ao máximo as letras que compõe o movimento. Outro aspecto interessante da saga é que os atores que representam os alunos são mesmo jovens: todos tinham menos de 20 anos nas gravações – o que trouxe mais identificação para a história.

Mas não são apenas os mais novos que atraíram os olhares do público. Entre os atores de destaque está a premiada atriz Olivia Colman, vencedora do Oscar por “A favorita”, que faz o papel da mãe de Nick Nelson. Para mim, Olivia protagonizou uma das cenas mais belas do roteiro até agora.

Hoje, “Heartstopper” mostra o que muitos de nós gostaríamos de ter visto: o relato dos nossos sonhos. Vivemos uma mudança no audiovisual em que é possível, sim, sermos o que quisermos e sermos felizes com isso. Aos poucos, celebramos uma mudança dos tempos.

Onde assistir

“Heartstopper” está em cartaz na Netflix.

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